All posts by Gabriela Zago

Os 10 anos do termo ‘weblog’

Há 10 anos, em 17 de dezembro de 1997, Jorn Barger criou o termo ‘weblog’. A abreviação ‘blog’ teria surgido apenas em maio de 1999, quando Peter Merholz decidiu passar a pronunciar weblog como ‘wee-blog’, ou apenas ‘blog’. O blog mais antigo ainda na ativa é o Scripting News, de Dave Winer – no ar desde abril de 1997 (antes mesmo de weblogs serem chamados de weblogs, portanto). E Winer considera como o ‘primeiro blog de todos os tempos’ o primeiro site que surgiu na web, o http://info.cern.ch/, criado por Tim Berners-Lee, no CERN.
Para comemorar os 10 anos do termo ‘weblog’, a Wired traz 10 dicas para novos blogueiros, sugeridas pelo próprio criador do termo, Jorn Barger. Para Barger, blogs deveriam ser usados mais para listagem de links (o sentido original dos blogs, como um diário de bordo do que se faz na web) do que para produções próprias (no estilo ‘diário virtual’, a forma como os blogs se popularizaram).

Para ‘comemorar’, façamos uma espécie de diário de bordo de navegação (eis o caminho percorrido para formular os dois singelos paragrafozinhos acima):
Primeiro weblog
Nesta página, você encontra o que é considerado o ‘primeiro blog’, de acordo com Dave Winer. A página é de 1992.
Weblog resources FAQ
Neste endereço, você confere a definição dada por Barger para weblog. A página é de 1999.
“De ‘weblog’ para ‘blog’”
Arquivos do blog de Peter Merholz, de 1999. Veja no menu à esquerda a opção “For What It’s Worth”, onde Merholz conta que passou a chamar ‘weblog’ de ‘blog’. Via Internet Archive.
weblogs: a history and perspective
Texto de Rebecca Blood (uma das pioneiras na blogosfera, e também pesquisadora de blogs) sobre a história dos weblogs.
The History of Weblogs
Texto de Dave Winer (do Scripting News, o blog há mais tempo em funcionamento) sobre a história dos blogs. Via Internet Archive.
Top 10 Tips for New Bloggers From Original Blogger Jorn Barger
Essas são as 10 dicas para novos blogueiros, dadas por Jorn Barger, anteontem, na Wired.
Robot Wisdom
Site de Jorn Barger. Tem também este outro blog, citado na matéria da Wired.
Scripting News
Blog de Dave Winer, no ar desde abril de 1997.

Assunto paralelo: nova verbeatnik na área: Larissa Bueno, com o seu le bazar.

Os dez processos judiciais mais procurados no Google em 2007

Processos judiciais (lawsuits) mais pesquisados no Google neste ano, segundo o Google Zeitgeist 2007:
1. Caso Borat – diz respeito a dois estudantes norte-americanos que resolveram processar a produtora do filme Borat por fraude. Eles aparecem bêbados no filme, e alegaram que só autorizaram a filmagem porque achavam que o filme seria exibido apenas na Europa.
2. Caso Vonage – Maior empresa de telefonia VoIP dos EUA, a Vonage perdeu ações judiciais de ‘quebra de patente’ contra as empresas Verizon e Sprint.
3. Caso iPhone – pelo menos dois compradores do iPhone processaram a Apple por questões ligadas à bateria do produto: pelo fato de a bateria do telefone ter curta duração, e isso não ter ficado claro na divulgação do produto, e também em busca de esclarecimentos sobre o procedimento de substituição de bateria. Mais recentemente, na Europa, foi iniciado um processo para tentar impedir o monopólio das vendas de iPhone na Alemanha.
4. Caso Facebook(por enquanto) as disputas judiciais envolvendo o Facebook dizem respeito a quem teria sido o verdadeiro ‘pai’ da rede social. Três jovens que fundaram a rede ConnectU alegam que o Facebook seria uma cópia do portal lançado por eles dois meses depois do Facebook. Já o jovem Aaron J. Greenspan alega que, antes mesmo da criação do Facebook, ele teria lançado o projeto FaceNet. Informações sobre os desdobramentos dos dois processos podem ser encontradas na Wikipedia.
5. Caso Jamie Gold – Em 2006, Jamie Gold ganhou 12 milhões de dólares em um torneio de Poker. Um executivo de televisão alega que Gold teria prometido a ele metade do valor caso ganhasse. A ação judicial discute a existência ou não de tal acordo.
6. Caso Pants – o americano Roy Pearson processou a lavanderia da sua vizinhança pedindo 54 milhões de dólares de indenização por conta de uma calça jeans perdida. Não levou nada, óbvio. Mas isso não impediu que o fato fosse ridicularizado pela mídia.
7. Caso McDonalds – a rede de lanches fast food se envolve em tantos processos, que fica difícil de saber qual o que foi procurado por tanta gente em 2007. O caso mais clássico data de 1994, em que uma consumidora recebeu 2,9 milhões de dólares após ter se queimado com café quente demais (sim, bizarro ao extremo). A Wikipedia traz uma síntese de todos os casos.
No Brasil, no ano passado, foi decidida a possibilidade de venda do brinquedo separado do McLanche Feliz.
8. Caso Paxil – uma ação judicial obrigou a empresa fabricante do remédio Paxil (SmithKline Beecham) a devolver o valor gasto com a compra de Paxil para crianças. A alegação era de que a empresa sabia que o remédio era perigoso e ineficaz quando ministrado a menores de 18 anos.
9. Caso RIAA – referente a processos iniciados pela RIAA (Recording Industry Association of America) contra o compartilhamento ilegal de músicas pela Internet. Em 2007, a americana Jammie Thomas foi condenada a pagar 220 mil dólares por compartilhar 24 músicas através do KaZaA.
10. Caso Dell – em 2007, a Dell enfrentou vários processos judiciais. Em janeiro, acionistas da empresa acusaram Dell e Intel de conspiração. Em fevereiro, funcionários norte-americanos da empresa processaram a Dell por questões trabalhistas. Em maio, Andrew Cuomo, advogado de New York, iniciou um processo contra a Dell, acusando-a de fazer falsas promessas a seus consumidores.

Hábitos de consumo mundial
Se a gente fosse se basear apenas nos termos mais procurados do Google em 2007, no mundo todo, a série mais popular é Heroes, o filme mais assistido do ano foi Transformers, a música do ano é Umbrella (Rihanna), o fato que mais virou notícia foi American Idol, o candidato mais procurado foi Ron Paul, a morte mais comentada foi a de Anna Nicole Smith, o ringtone mais baixado foi mosquito, a receita mais pesquisada foi master cleanse, a dieta weight watchers foi a mais popular, e para entrar em forma, o pessoal optou por pilates. As pessoas querem saber quem é deus, o que é o amor, e como se beija. Mais sobre as buscas de 2007 no Google Zeitgeist.

Assunto paralelo: blogs também serão afetados? Estamos virando uma França?

Nova casa: Verbeat

Este é meu primeiro post aqui na Verbeat . E como em todo primeiro post de um blog (que na verdade significa post n° 805, mas vocês podem abstrair os demais posts importados do outro blog e considerar este como o #1), é nessa hora que a gente tenta resumir toda a expectativa com a criação de um novo blog. Também é no primeiro post que se faz algumas considerações sobre o drama da escolha do template (a escolha de cores, a bagunça feita no CSS). Mas achei mais interessante sugerir a leitura de primeiros posts de blogs de dois conhecidos que estão começando agora. De certa forma, as preocupações iniciais deles são as mesmas preocupações de todos os que se iniciam na aventura de um novo blog: a Karina, com sua neura, e o Sérgio, com seu ganha, perde… [Haveria um link para o blog do Jandré, se ele já tivesse criado o dele :P]
Criar um blog é muito mais do que clicar em “create a new blog” na página inicial de uma ferramenta qualquer de blogagem. Criar um blog é assumir o compromisso de participar de conversações na web – escrever, comentar, ser criticado, tentar se superar a cada dia. Criar um blog é um desafio. [E vocês podem esquecer logo toda essa ladainha, porque este blog continua o mesmo. Só mudou de endereço :P]
Enfim, atualizem seus blogrróis e bookmarks para http://www.verbeat.org/blogs/gabrielazago

Agradecimentos especiais ao Tiagón, pelo banner, e pela ajuda no template 😀

Recadinho para o pessoal do feed: para vocês, não muda nada. Mesmo nome de blog, mesmo endereço do feed… 🙂

Deu primeiro no Twitter! [sim, eu sempre quis poder dizer isso!]

E não esqueçam de dar uma olhada no condomínio, que tem um monte de blog muito massa! 😀

Memes no Twitter

Com a popularização do Twitter no Brasil, surgem também os primeiros memes por lá:
O #twittareh teria sido o primeiro meme brasileiro do Twitter. Ou, pelo menos, o primeiro a usar uma palavra precedida de “#”, o que, em linguagem twitteira, significa que os demais usuários podem acompanhar (track) o que é dito sobre o assunto. Veja aqui uma lista do que já foi dito sobre o que é twittar.
Um pouco depois, surgiu o #previsões2008, pelo qual cada um deveria tentar prever, em 140 caracteres, o que acontecerá em 2008. Acompanhe aqui.
Há ainda o divertido #interneyfacts, baseado nos Chuck Norris Facts, com o objetivo de enumerar fatos extraordinários sobre o Interney. Este post do Cê Inove Já! traz uma compilação dos Interney Facts surgidos no Twitter. (Ou, se preferir, procure pelo termo aqui.)
No início de setembro, teve ainda o meme de se dizer o que se estava fazendo há seis anos durante o atentado às torres gêmeas. A diferença deste para os memes acima é o fato de que os atuais se utilizam de uma das ferramentas do Twitter, o Twitter Track – o que permite que a evolução do meme possa ser acompanhada e medida.
Para acompanhar algum desses memes, digite track #palavra no Twitter via Google Talk (também funcionaria via celular, caso essa fosse uma opção economicamente viável no Brasil). Ou procure pelos termos no Terraminds twitter search.

Sentimento de pertença a um lugar

Em nosso dia-a-dia conturbado, por mais que a gente passe o tempo inteiro viajando, por mais que se fique alternando entre um lugar e outro, e por mais que os lugares pareçam todos iguais, há sempre um lugar que podemos chamar de “nosso lugar”. É aquele espaço ou ambiente para o qual sempre queremos voltar, não importa onde estejamos. É o lugar que consideramos como nosso “lar’.
Os navegadores de Internet – e muitas páginas da web – também se utilizam dessa metáfora, ao estabelecer como “Home” um lugar previamente definido por nós (no caso dos navegadores) ou pela organização (no caso dos sites). Supõe-se que o Home seja um lugar que nos agrade tanto que queiramos sempre voltar para lá.
Supostamente, o lugar de nossas origens, onde plantamos nossas raízes, deveria ser o lugar para onde sempre queremos voltar. Deveria. De tanto que passo o ano alternando entre duas cidades, cheguei a um ponto que já acho que não pertenço a lugar algum. Circulei pelas ruas de Bagé esta semana, e não encontrei sequer um rosto familiar. Os lugares já não são os mesmos, as pessoas já não são as mesmas, tudo é diferente, embora tudo permaneça igual. Até em casa da minha família – a mesma casa de antes – já não me parece um lar. Meu antigo quarto virou um lugar um tanto cavernoso, frio, inóspito. As paredes seguem no tom azul desmaiado – mas ao invés de acolhedoras, parecem que vão me sufocar. As camas são as mesmas, apesar de estarem em outra posição. Mas não são as minhas coisas que estão sobre a escrivaninha. Não são meus os livros que estão na estante. Aquele lugar não pertence mais a mim, não é mais meu lugar.

Crise existencial suscitada por um formulário bobo de cadastro em um site. Lá tem o campo “Cidade”. Como preencher? De que cidade eu sou? Vale onde nasci, onde estou, ou onde passo a maior parte do ano?

Update 10/12 – o Sérgio fez uma análise interessante via comentário: “Ou ainda pode ser fruto desse fenômeno que a psiquiatria moderna insiste em não analisar a depressão pós ano letivo.

Wave Magazine

A Wave Magazine é uma revista eletrônica internacional mensal dedicada aos jovens. Escrita por jovens jornalistas e estudantes de jornalismo de diversos países do mundo, a proposta é abordar temas como Política, Sociedade e Economia a partir de uma perspectiva… ahm… jovem.
O projeto iniciou em novembro de 2006 a partir de um grupo de estudantes em parceria com a organização Word Youth Wave – Sérvia, de Belgrado. O presidente da organização é Marko Andrejić, um jovem sérvio estudante de jornalismo. Ele decidiu reunir um time internacional de jovens repórteres que tivessem interesse em escrever para a revista.
O público-alvo da publicação são jovens de todas as partes do mundo. No começo, Marko convidava seus amigos jornalistas a contribuírem com matérias especiais. Mas aos poucos ele foi sentindo a necessidade de contar com uma equipe específica para a produção de conteúdo para a revista.
Atualmente, um grupo no Yahoo funciona como “sala de redação” virtual para a revista. É lá que são discutidos temas como pautas e prazos. Marko é o editor-chefe da revista, e conta com uma equipe de jovens repórteres espalhada geograficamente. A revista está em busca de novos colaboradores. Tenho ajudado como free lancer, em textos sobre o Brasil – e aproveitado para aprimorar um pouco o inglês.

Prometo que este é o último post de “auto-promoção” que faço neste blog. Já está ficando chato isso…

Blogs em explicação básica

Mais uma do The Common Craft Show: Blogs in plain English


link para o pessoal do feed

Veja também:
Para quem ainda não lê por feed

Via GJol.

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Revistas científicas

Esta semana saiu a edição 9 da E-Compós, revista eletrônica da Associação Nacional dos Programas de Pós-graduação em Comunicação (Compós). O Dossiê Temático é dedicado aos estudos de Cibercultura – ou seja, vários artigos interessantes sobre blogs, mobilidade, web 2.0, e coisas do tipo [ou seja²: bastante opção do que ler nas férias :D]

Também esta semana saiu o segundo número da Revista Anagrama, uma publicação científica interdisciplinar de graduação – cuja proposta é publicar apenas artigos, ensaios e resenhas produzidos por alunos de graduação. A iniciativa é interessante porque ainda não são muitos os espaços dedicados à produção científica de graduandos. Na Anagrama, até o “conselho editorial” é composto por graduandos – assim como nas demais revistas científicas, nela também procura-se manter o conceito de revisão pelos pares. Tem um artigo meu nessa segunda edição da revista, escrito originalmente para uma disciplina da graduação.

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Atlas de Jornalismo Online

Paul Bradshaw, do Online Journalism Blog, iniciou em seu blog uma espécie de Atlas sobre jornalismo online ao redor do mundo. A idéia é que pessoas de diferentes partes do mundo possam ajudar a completar um wiki que ter por objetivo mapear iniciativas interessantes que envolvam o jornalismo digital nas diferentes partes do globo — meio que como uma forma fugir um pouco da visão norte-americanocêntrica que costuma predominar quando se fala em jornalismo online. Vale dar informações sobre sites tradicionais, sites colaborativos, ou até mesmo blogs. O formato da contribuição é livre. Os textos também serão publicados no blog.

Para dar início ao projeto, Paul postou um texto meu sobre o Brasil. Na verdade, cabe aqui fazer uma grande ressalva. O texto foi escrito em meados de setembro, na época em que o contatei para fazer uma entrevista para a disciplina de Jornalismo Digital – por isso as referências à campanha do Estadão ou ao lançamento do ZeroHora.com, coisas que hoje, mais de dois meses depois, podem parecer meio sem sentido. Ele pediu um texto sobre jornalismo online no Brasil, sem dar muitos detalhes. Só meses mais tarde, já como integrante do “OJB team”, é que fui saber da idéia do Atlas.

De qualquer modo, uma de minhas funções é tentar contatar pessoas de outros países para contribuir no wiki. Então fica o convite para quem quiser colaborar ou indicar alguém que possa colaborar, inclusive (e principalmente) para reescrever, substituir, ampliar ou fazer correções na entrada que já tem lá sobre jornalismo online no Brasil 🙂

Em tempo: novos projetos estão por vir. E um deles tem muito a ver com este post do Nicolas

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Correntes apocalípticas do Orkut

Para mim, o Orkut acabou em 2005. Ou pelo menos começou a entrar em declínio com a crescente favelização da rede social. 2006 foi um ano marcado pela circulação de diversas correntes apocalípticas que anunciavam – em diferentes gradações – o fim do Orkut (ou, ao menos, o fim da gratuidade do serviço).

De correntes bizarras que anunciavam que o Orkut passaria a se chamar Orcut, a outras um tanto mais absurdas, que sugeriam a mudança do azul constante para um tom verdinho. Teve até corrente que se utilizava de fortes “argumentos de autoridade” para se mostrar crível, como dizer que a fonte da informação é a Revista Veja, ou a TV Globo.

E por que diabos estou retomando esse assunto logo hoje? Pois bem, resolvi dar uma olhada nas estatísticas deste blog, e notei que, nos últimos 3 dias, cerca de 80% das visitações são de gente procurando saber mais sobre o boato de que “foi confirmado ontem pela Rede Globo que o Orkut vai passar a ser pago”, ou que “deu na veja de 10/06 que o Orkut vai ser pago”. Sim, algum idiota sem nada melhor para fazer resolveu repropagar as clássicas correntes apocalípticas do Orkut. E por scrap, para assustar mais ainda os salsinhas do Orkut.

Bom, ficam aqui minhas boas vindas aos pára-quedistas, e um pedido de desculpas pelo fato de alguns textos serem extremamente críticos com os coitados. Tipo este. Ou este.

Update 05/12 — acabei de receber uma cópia da corrente da revista Veja. E gostei da astúcia de um dos pára-quedistas do Google: ele procurou por revista Veja de outubro de 2006, e não pela revista de 10 de junho – bastante inteligente, exceto pelo fato de que esse boato começou a circular antes de outubro do ano passado 😉

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