All posts by Gabriela Zago

Microblogs e a cobertura do incêncio na California

Esta matéria do G1 compara a cobertura em microblogs do incêndio na Califórnia com o papel desempenhado pelos blogs no 11 de setembro. Não sei se o impacto chega a ser tanto assim (só o tempo irá dizer), mas é interessante notar o quanto o Twitter tem se consolidado como ferramenta para coberturas em ‘tempo real’ – especialmente para cobrir acontecimentos com desdobramentos suficientes para demandarem um acompanhamento estilo “minuto a minuto”.

O Los Angeles Times mantém uma conta no Twitter apenas para atualizações sobre o incêncio.


okay, talvez não tão no estilo ‘sempre atualizado’

Ainda segundo o G1, outra “modalidade emergente” de jornalismo [embora seja questionável que se trate realmente de jornalismo] que tem se destacado na cobertura do incêncio é o uso da Wikipédia como uma espécie de cronologia em tempo real dos acontecimentos.

Via Carnet de Notes.

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O mundo jurídico

No universo, existem dois mundos: o mundo dos fatos e o mundo jurídico. O mundo dos fatos é aquele que vivenciamos em nossa dia-a-dia. É um mundo cheio de descobertas, conversas, sonhos e interações sociais. O mundo dos fatos é um mundo despretensioso. Já o mundo jurídico é aquele que contempla fatos de relevância jurídica. Excessivamente convencional, este mundo é regido por rígidas regras e padrões de conduta. Sob a ótica do mundo dos fatos, alguém morrer é uma tragédia. Para o mundo jurídico, a morte de alguém é apenas o início de uma nova relação jurídica (simbolizada pelo início da partilha).

Entrar no mundo jurídico é o que ocorre quando um simples fato se transforma em um fato jurídico. O fato jurídico é um fato superpoderoso, de especial interesse para o Direito. A gente pode passar uma vida toda sem perceber que existe o mundo jurídico. Mas, mesmo assim, ele está o tempo todo pairando sobre nós. (Tipo uma noosfera.) Mesmo nas mais simples das relações sociais, o mundo jurídico está lá presente, sorrateiramente. Imagine uma criança indo comprar um chiclete no bar da esquina. Esse ato pertence ao mundo dos fatos, é verdade. Mas também pertence ao mundo jurídico, na medida em que se estabelece um contrato jurídico tácito e consensual entre as partes: a criança entrega o preço e recebe em troca o produto. Claro que essa compra não tem a mínima relevância para o Direito – até pelo valor irrisório do produto. Mas digamos que o dinheiro usado para a compra do chiclete tenha sido uma nota falsa. Aí a simples compra alçará o fato para a categoria de superfato, e este entrará para o mundo jurídico.

Nem todos os bens são juridicamente protegidos. Como conseqüência, nem tudo está no mundo jurídico. Mas é interessante notar que algumas coisas podem pertencer a dois mundos simultaneamente. E por vezes a lei pode obrigar certas coisas a ingressarem, forçosamente, no mundo jurídico.

Post em homenagem ao professor de Direito Civil, que vive falando que as coisas “entram no mundo jurídico”, e nos faz pensar se esse mundo realmente existe (tem pessoas diferentes vivendo por lá? há juízes por todos os lados? a Lei é a rainha?).

Meme sem fio

Recebi da Gisele. A idéia do meme é pegar o livro mais próximo e ver a quinta frase ou parágrafo da página 161. E repassar para 5 pessoas.

Livro mais próximo: “A cidade do sol”, de Khaled Hosseini

A quinta frase da página 161 não faz muito sentido sozinha. O quinto parágrafo também não é lá muito significativo. Absurdo por absurdo, fico com o quinto parágrafo:

– Venha comigo.

Dica-spoiler: a criatura que diz isso morre vinte páginas depois. Sem conseguir chegar no lugar para onde estava convidando o outro indivíduo a ir. Mas também não sei se isso chega a ser spoiler, porque o livro todo é uma mortandade só. Restam três personagens vivos, e mal passei da metade da obra. Tragédia, tragédia, tragédia.

Dias atrás, o Marcus me repassou o estranho meme da página 61. O João comentou que tinha visto o da página 161. Em 2006, circulou também o meme da página 123, a partir da Espanha. Ou seja: sem querer, o meme se tornou praticamente uma imensa brincadeira de telefone sem fio pela Internet. Um blog passa para outro, mas cada blog modifica um ponto.

Repasso para Sagá, Edison, Carol, Gilberto, e de volta para o Marcus, já que esta versão é ligeiramente diferente da anterior 😛

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Relativamente em dia

Resolvi tirar o fim de semana para colocar em dia tudo o que estava pendente em termos de faculdades. Fiz duas peças, redigi dois textos, rascunhei um projeto, li o que precisava ler, preparei uma apresentação, enviei trocentos e-mails, e estou pronta para mais uma semana de aulas.

Em contrapartida, vida social em declínio, blog às moscas, leituras furtivas mais-que-atrasadas, e quarto na maior bagunça. Bagunçada também está minha área de trabalho no PC. Vou salvando todos os arquivos por lá, e depois preciso encontrar tempo paciência para distribuí-los em felizes pastinhas hierarquizadas.

Paradoxo existencial: é impossível dar conta de tudo.

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Para entender: a imagem, a inspiração, a tradução e o significado.

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Para fugir do texto + foto

O CogDogBlog apresenta 50 dicas de como contar uma história utilizando ferramentas de Web 2.0. E, para provar que é possível, a mesma história é contada 50 vezes. Interessante para testar novas idéias de post.

Via Ponto Media.

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Proteção ao sigilo de fontes de blogueiros e jornalistas

A Casa dos Representantes dos EUA aprovou, por 398 votos a 21, o projeto de lei federal conhecido como “Ato de Livre Circulação de Informação” [Free Flow of Information Act, FFIA]. Esse é apenas um dos passos para a aprovação da lei (que, na fase final, precisará ainda ser aceita pelo presidente Bush, bastante resistente ao Ato). Mas a esmagadora diferença na votação traz indícios de que a preocupação com a liberdade de informação não é de poucos.

O FFIA estabelece, dentre outras coisas, que os jornalistas têm direito a preservar suas fontes, e, por isso, não devem ser obrigados a revelá-las sem que haja um motivo relevante [e após um devido processo legal, que assegure contraditório e ampla defesa]. Mas o interessante do documento é que ele traz uma definição bastante ampla de jornalismo, o que permite até mesmo estender a proteção a blogueiros profissionais.

O documento protege quem exerce atividades de jornalismo de forma remunerada. Jornalismo, de acordo com o documento, significa reunir, preparar, coletar, fotografar, gravar, editar, publicar, reportar, ou publicar notícias ou informação de interesse local, nacional ou internacional, ou outro assunto de interesse público. Com essa redação, a atividade de probloggers que se utilizam de fontes para produzir a informação poderia ser enquadrada como ‘jornalismo’.

O assunto abre precedentes para discussões interessantes – faz repensar o que é o jornalismo (processo ou produto? atividade meio ou atividade fim?), e até que ponto o que fazem [uma parte dos] blogueiros e jornalistas se assemelha. Um blogueiro pode exercer jornalismo, assim como um jornalista não precisa necessariamente exercer a atividade jornalística. Um blogueiro que se utiliza de técnicas de jornalismo para produzir sua informação [ou então: um ‘cidadão jornalista’ que escreve uma matéria para um site colaborativo] é, efetivamente, apenas um blogueiro? Ou estaria mais para o lado de um jornalista? Jornalista é apenas quem possui o registro, mesmo que não produza nada, ou também quem exerce a atividade jornalística, mesmo sem ter registro? Para essas questões, toda e qualquer tentativa de definição legal se mostra insuficiente…

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Mac X Microsoft

O vídeo acima, uma verdadeira sátira da eterna disputa entre Mac e Windows, é um dos pods mais assistidos de todos os tempos da Current TV.

Um trecho:

Bill Gates: “O que é isso?”
Steve Jobs: “É uma iHouse”
Bill Gates: “Mas ela não tem Janelas[Windows]!”
Steve Jobs: “Exatamente!”

Dentro da mesma linha [eterna luta Mac x PC], há ainda um vídeo de South Park no YouTube.

Via FilmeFashion

Em tempo: alguém tem conta no Current? Estou tendo dificuldade em encontrar brasileiros por lá.

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Os estudantes de hoje

O vídeo abaixo foi produzido na disciplina de Introdução à Antropologia Cultural, na Kansas State University, pelo professor e seus 200 alunos. Os alunos realizaram um imenso brainstorm digital coletivo via Google Docs, elaboraram um enquete (aplicada a eles mesmos), e ao final do processo produziram um vídeo de 3 minutos com os resultados obtidos. Vale a pena conferir.

Via Ponto Media.

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Um Twitter Pro, sem limite de tamanho?

Tudo começou em uma conversa telefônica entre Robert Scoble e Dave Winer. Scoble afirmou que não se importaria em pagar U$10 por mês para poder enviar atualizações de mais de 140 caracteres no Twitter, baseado no fato de que a esmagadora maioria dos usuários que os seguem acompanham as atualizações pela web, e não pelo celular (a justificativa para serem apenas 140 caracteres é justamente para se poder enviar e receber atualizações via SMS). Mas, espera aí… qual seria a utilidade prática do Twitter, não fosse a cruel imposição de limitação de caracteres? Talvez o microblog perdesse metade da graça sem a limitação de espaço (ou talvez não… os usos são imprevisíveis, e microblogging sem limitação espacial poderia gerar novas funções interessantes para o Twitter… tudo é relativo).

As opiniões se dividem na blogosfera. Para Nathaniel Payne, sem a limitação de caracteres, o Twitter perderia a razão de ser: “Como você chama o Twitter sem a limitação de caracteres? Um blog!”. Já Ian Betteridge coloca o valor da brevidade acima de tudo. Em maio deste ano, Jason Calacanis tinha feito um post sobre uma possível cobrança de $250 por ano no Twitter, mas por um motivo contrário – para ele, esse seria um valor justo, considerando-se a quantidade de pessoas que recebe por SMS as dezenas de atualizações diárias que ele faz no Twitter.

O Twitter Hacks sugere uma saída irônica: basta mudar para o Pownce. Lá as atualizações não têm limite de tamanho.

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