All posts by Gabriela Zago

Número de assinantes do feed

Quer saber o total de pessoas que assinam um determinado feed pelo Google [leia-se Google Reader + iGoogle + Orkut]? Uma maneira óbvia de saber o total é através das estatísticas do FeedBurner. Mas isso vai depender de o feed ser do FeedBurner. Para consultar os índices de outros feeds, ou então para comparar o que diz o FeedBurner – que usa um cálculo aproximativo para determinar o total de feeds – com o total real de assinantes do feed (incluindo os inativos), basta procurar pelo nome do blog no campo “Add subscription” do Google Reader. O resultado irá mostrar o número de assinaturas via Google para o blog pesquisado.

Não consegui encontrar o índice para o meu próprio blog [okay, tenho acesso a essa informação via FeedBurner]. Mas não deixa de ser interessante poder saber quantos assinantes possuem os demais blogs que acompanho.

Via eCuaderno.

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O mundo é de quem fazia

Lembram do tempo em que criar uma página no hpG era de graça? Lembram do tempo em que o IG se chamava Internet Grátis, e disponibilizava um horrendo serviço de e-mail (o ieG – Internet e-mail Grátis), além de espaço gratuito para construir sites? Não tenho o direito de reclamar, porque aproveitei ao máximo minha fase de inspirações criativas em ebulição. Criei muitas páginas no tempo em que o hpG ainda era grátis (ainda é; há uma versão, limitada a 5Mb e ao uso do FTP pela web, para quem quiser criar uma página totalmente web 1.0 e sem graça) e em outros serviços gratuitos de hospedagem. Muitas delas já se perderam pelo caminho. Outras tantas ainda estão no ar. A web 1.0 pode até parecer sem graça… mas ela permitia dar vazão a uma excessiva criatividade. Aprender a se destacar era essencial.

A página da minha turma de 7ª série do Ensino Fundamental (!), criada no Geocities (ainda no tempo em que os endereços eram baseados em regiões geográficas reais), gerou uma grande confusão, e tivemos que remover boa parte do conteúdo porque a bibliotecária-barra-professora de Ciências – que tinha acesso diário à Internet – visitou a página um belo dia e percebeu que tínhamos uma coluna para falar mal dos professores. As críticas rolaram soltas pela instituição, e antes que alguém pudesse nos processar por injúria ou difamação expulsar da escola, tiramos a página sobre os professores do ar. Algum tempo depois, a diretora da escola nos chamou para fazermos sugestões de como reformular a página da escola – depois que ela constatou que a “página da turma 171” fazia mais sucesso que o próprio site da escola. O motivo? Tínhamos até bate-papo! Em 1999, bate-papos como o do UOL e do Terra eram os lugares mais freqüentados da Internet. Forçando um pouco a barra, ter um site com bate-papo era o mesmo que seguir as tendências da Web 2.0 hoje em dia…

Também criei muitas páginas no hpG… Principalmente sobre seriados. Meu tosco site de Gilmore Girls continua no ar até hoje – ele foi estranhamente recolocado em um novo diretório dentro do mesmo servidor, ganhou um novo endereço, mas segue no ar. Meio capengo, mas continua lá. Para um site que já teve mais de mil visitas diárias, a modesta média de 50 por dia deixa muito a desejar. Mas considerando que a página não recebe nenhuma grande atualização desde 2004… 50 visitas por dia para um site deixado às moscas, em um endereço obscuro, de um fan site sobre uma série que já acabou, é um índice relativamente elevado.

Conheci muita gente através do site de Gilmore Girls. E o site também foi fundamental para que eu viesse a optar, anos depois, pelo curso de Jornalismo.

Mas meu fanatismo por Gilmore Girls não rendeu apenas um site. Cheguei ao extremo de fazer um segundo site sobre a série, em inglês (e que está no ar até hoje, mesmo com todos os terríveis erros de gramática, ortografia, regência e concordância) e assinar com o nome do cachorro (Lia Z.!), só para poder concorrer duas vezes a um “prêmio” para fan sites sobre seriados. E o mais bizarro de tudo – ganhei com o site fake e perdi com o original.

Eu era uma fã tão estranha de seriados que não me contentava em ter um único site sobre cada série – tinha vários. Só de Friends eram três. O Explosão Friends (?) ainda está no ar [reparem no aviso de ‘melhor visualizado com Explorer 4 ou superior’]. O Clube Friends era o mais forte – junto a ele eu também administrava uma lista de discussões por e-mail sobre a série. Mas não tinha paciência de acompanhar as discussões (fazia parte do fato de contar com conexão discada, limitada a 20 horas mensais), e em seguida a lista começou a despencar. Depois ela foi assumida pela equipe do Friends-Brasil.com (que já não existe mais, por sinal). A lista de Gilmore Girls sobreviveu apenas até o começo deste ano.

Fiz páginas sobre outros seriados. Charmed, Mad About You, The Drew Carey Show, Party of Five, Popular, Ed… Todas elas não existem mais. Também não existe mais a seção de colunas do site Séries Online. A BrasNet é outra que virou lenda. Até hoje mantenho algumas das amizades virtuais feitas através do #gilmoregirls e do #smallville.

Mas nenhum site ganha deste. Criado no bloco de notas do Windows, ocupando no máximo 10kb de espaço em disco, e com um bando de estranhos cadastrados. Nem foi preciso divulgar.

O que mudou nos tempos atuais? Hoje em dia fica tudo mais fácil. Com dois cliques podemos criar um blog. Não é preciso apanhar para um código html que não deu certo, ou sofrer em um limitadíssimo editor gratuito de páginas pessoais. Ganhamos em praticidade. Perdemos em improvisação. — A vantagem é que sobra mais tempo para interagir com as pessoas 🙂

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Furto de hora

Comentário do Gilberto hoje aqui no blog:

“Ah, hoje é dia de escreveres sobre aquela hora que nos roubam todos os anos :p”

Então, vamos ao post!

Primeiro, as imprecisões técnicas: não é roubo, é furto. Roubo pressupõe violência ou grave ameaça. E, ao que consta, embora sejamos forçados a adiantar os relógios à meia noite do dia de hoje, o governo não planeja valer-se de sua prerrogativa do monopólio do uso da força em uma sociedade moderna para nos impor, mediante atos coercitivos cruéis, a subtração da referida hora. Já o furto se consuma quando se subtrai coisa alheia móvel, independente dos modos empregados para tanto. Considerando o tempo como algo móvel (mais especificamente, bem imaterial, suscetível de propriedade intelectual), chegamos à conclusão de que o que o governo faz, ano a ano, nada mais é do que um furto. Um furto qualificado pela destreza (artigo 155, §4°, inciso II do Código Penal), é verdade, mas um furto.

De qualquer modo, já virou tradição aqui no blog criticar o fato de que “o governo” nos toma uma hora em pleno fim de ano – época em que mais precisamos de tempo para fazer as atividades típicas de final de semestre – para nos devolver só lá no começo do ano seguinte, em plenas férias. Absurdo. Parece que eles querem nos forçar a trocar uma hora a menos de produtividade em outubro, por uma hora a mais de lazer em fevereiro… Não temos nem ao menos o direito de escolha?

Em tempo: O horário de verão tem lá suas vantagens, é verdade. E é até interessante ter horas a mais de sol por dia 🙂

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Estadão erra, de novo

Não bastasse a grande perda para a dramaturgia brasileira, o Estadão acabou matando Paulo Autran antes do tempo. Pouco depois das 11h da manhã, uma nota no site informava a morte do ator. A notícia foi removida, e mais tarde, às 16h10, com a morte confirmada, o assunto voltou à pauta do veículo.

Nada mal para um jornal que em agosto publicou como verdade uma notícia estapafúrdia. Depois nós é que somos os macacos

Via André Deak.

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Al Gore leva Nobel da Paz

Agora só falta a presidência…

Ganhar um Oscar, publicar um livro, e, de quebra, levar um Prêmio Nobel da Paz (ou melhor, meio). Tudo isso em menos de 12 meses. Agora só falta Al Gore tentar mais uma vez o cargo de presidente dos Estados Unidos. Mas com certeza ele já fez coisas bem mais interessantes na vida do que o carinha que ganhou a eleição no ano 2000 mesmo tendo obtido menos votos.

# Reações na blogosfera ao redor do mundo.

Como seria se Al Gore tivesse vencido as eleições no ano 2000 >>

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Empregos Jornalísticos 2.0

Você é um estudante de jornalismo que não vê perspectiva de futuro porque as redações estão lotadas, há profissionais demais no mercado, e ainda por cima você acha que o jornalismo enquanto arte (aquele que você gostaria de exercer) já morreu? Seus problemas acabaram. Com a nova safra de empregos jornalísticos 2.0 que vêm surgindo, há novas funções para todos os gostos. De estagiário em blog (neste aqui ainda tem vaga) a editor de palavras-chave. E, no ritmo que as coisas andam na web, é bem provável que o emprego que você vai ter quando se formar ainda nem tenha sido criado. É esperar para ver.

Em tempo: vocês conhecem algum blogueiro que esteja à procura de uma estagiária? 😛

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Twitter X Jaiku

O que é essencial para atingir o sucesso — ter uma ferramenta versátil e abrangente, e contar com o apoio do Google, ou possuir uma base sólida de usuários, apesar de apresentar recursos menos requintados? A recente aquisição do Jaiku pelo Google é um dos assuntos mais falados nos últimos dias, inclusive no Twitter (o microblogging rival, mais simples, porém com mais usuários).

Mas o que, afinal, levou o Google a optar pelo segundo (ou melhor, terceiro) serviço mais popular de microblogging?? Há quem diga que o Jaiku seria na verdade um site de micro-moblogging (“that’s micro-blogging like twitter + mobile blogging”), tamanha a integração com dispostivios móveis. Tim O’Reilly (entusiasta do Jaiku) diz que o Google preferiu o Jaiku ao Twitter (já que, ao menos teoricamente, dinheiro não parece ser problema) justamente para poder apostar mais em mobilidade. Aliás, de certa forma, esse objetivo fica ainda mais explícito com a nota oficial do Google sobre a aquisição.

Seja qual for o motivo, o importante é que os microblogs vêm ganhando maior destaque.

Particularmente, prefiro o Twitter. Até pelos interessantes usos jornalísticos que ele já vem recebendo. Mas dependendo do rumo que o Google der para o Jaiku, posso até mudar de idéia com o tempo…

Update 11/10 — como agora o Jaiku está restringindo novos cadastros… informo a quem interessar possa que disponho de convites para o site (vantagens de se cadastrar uma semana antes da aquisição…). Oferta válida para os primeiros que se manifestarem via caixinha de comentário, ou enquanto durar o estoque.

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Pára-quedismo em ação

Esses dias, durante uma aula no laboratório de informática, notei que uma colega estava fazendo sucessivas buscas no Google, ao invés de realizar a tarefa proposta. Lá pelas tantas, olho para o lado e percebo que ela está lendo este blog (reconheci imediatamente pelos toscos risquinhos azuis à direita; nota mental: já está na hora de providenciar um novo layout para o blog).

Perguntei à colega o que ela estava fazendo ali (também conhecido como “aqui”). Ela olhou para o endereço. Olhou para o nome na parte inferior do post. Olhou para mim. Olhou para a tela. E fez uma gigantesca cara de interrogação. O motivo: a colega tinha chegado ao blog pelo Google, a partir de uma busca por um livro. E estava lá, empolgada, lendo a resenha, sem nem ao menos se dar ao trabalho de conferir quem tinha colocado aquela informação na Internet… Se eu não tivesse olhado para o lado, talvez ela nem teria se dado conta de que o texto que tinha encontrado na web, na imensa e longíqua web, tinha sido escrito por alguém que, naquele momento, estava exatamente ao seu lado…

Então quer dizer que é assim que funciona com todos os demais pára-quedistas do Google? Para eles, nós, macacos, somos uma grande massa de anônimos na web? Importa mais a informação buscada do que o local onde ela se encontra?

Com toda essa confusão de globalização e pós-modernidade (modernidade líquida, hipermodernidade, ou qualquer outro termo feliz para designar os confusos tempos que estamos vivendo), é efetivamente possível que eu esteja lendo o blog do meu vizinho sem nem ao menos saber a) que é o meu vizinho ou, pior, b) quem é o meu vizinho? Essa perspectiva assusta…

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Orkut no Facebook

Orkut no Facebook e MSN no iGoogle. Também dá para acessar o Facebook no Netvibes. O futuro é a integração total?

Problemas práticos do Orkut no Facebook: dá para ver logo de cara que o sistema não é nada seguro. A importação dos dados se dá mediante a colocação da URL do perfil da pesosa no Orkut. Ou seja: basta você colocar a URL de qualquer outro perfil, e terá acesso aos dados dessa pessoa. Não é à toa que o envio de scraps pelo Facebook foi desativado. Era só “entrar” em um perfil alheio e enviar scraps com o nome de outros indivíduos.

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O terceiro de boa-fé

O terceiro de boa-fé é um ser assexuado, casto, puro, incorruptível e cheio de boas intenções, mas que, apesar disso, se envolve sem querer em ilícitos penais ou cíveis praticados por outros (o primeiro e o segundo, também conhecidos nos livros jurídicos por “A” e “B”, ou “agente” e “vítima”, em matéria penal, e “credor” e “devedor”, em termos de obrigações cíveis). O terceiro de boa-fé nunca sabe de nada (não confundir com o homem médio, até porque nada impede que o homem médio aja de má-fé). Por conta disso, a lei lhe garante algumas prerrogativas. Mas só porque, tadinho, o terceiro de boa-fé não tem culpa das atrocidades cometidas pelo primeiro e pelo segundo…

Ele já foi visto perambulando por aí em diversas legislações. O terceiro de boa-fé é figura recorrente no Código Civil e no Código Penal, como no crime de receptação:

Art. 180. Adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime, ou influir para que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou oculte:
Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.

e nas disposições relativas à sucessão hereditária:

Art. 1.817. São válidas as alienações onerosas de bens hereditários a terceiros de boa-fé, e os atos de administração legalmente praticados pelo herdeiro, antes da sentença de exclusão; mas aos herdeiros subsiste, quando prejudicados, o direito de demandar-lhe perdas e danos.

Aplicações na vida cotidiana:

– Ele até pode parecer um terceiro de boa-fé, mas sei bem que o Júlio tem interesse nessa história

– Perdoem o Caio. Ele agiu como um terceiro de boa-fé ao perguntar à Maria sobre o João, pois não sabia que os dois haviam terminado o namoro.

– Não fica te fazendo de terceiro de boa-fé, que sei bem as tuas intenções ao entrar nesta conversa.

Veja também: turbação, imputação, e outros termos jurídicos absurdos.

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