All posts by Gabriela Zago

Perguntas e respostas

Uma homenagem aos pára-quedistas do Google de hoje

é melhor aprender francês ou alemão?
aprenda francês youtube

onde achar livros em audio
dowload “100 anos de solidão”

diferença entre cessão de crédito e cessão de débito
purgar mora

exemplo de dação em pagamento
entediante

“tragedia de antigona”
antigona ismenia
“tragedia de antigona”

qual o caminho que deve ser seguido e mudar a realidade a africa nao e uma selva
pais mauritânia e como se veste

Houve uma denuncia contra o seu profille alegando usar dados ilegais e sua conta será banida em 72h por motivos de irregularidade.
se naum repassar (correntes)

postar no twitter pelo celular
frases de Alice no País das Maravilhas

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Afinal, o que é uma notícia?

Notícia é um fato novo, de interesse comum para uma determinada sociedade, transmitido de forma unilateral por profissionais (jornalistas) para leigos (público em geral). Essa definição clássica e tradicional de uma notícia pode ser aplicada ao que acontece atualmente na produção de notícias na Internet? Não é preciso pensar nem por três segundos para perceber que não, terminantemente não!! A começar pelo fato de que a fronteira entre ‘emissão’ e ‘recepção’ encontra-se cada vez mais nebulosa.

É com base nessas modificações provocadas pela Internet que Jeremy Wagstaffy (colunista de tecnologia do Wall Street Journal Asia) escreveu em sua coluna que não há mais notícias, ou pelo menos não como tradicionalmente a conhecemos. No lugar, temos apenas informação. Alguns dos pontos abordados em “The Future of News”:

# O leitor não é mais apenas um consumidor. Ele também produz conteúdo (jornalismo cidadão, Wikipedia, social bookmarking).

# A interconexão em rede (Internet, celulares de terceira geração) faz com que modifiquemos nossa forma de receber notícias. Podemos ficar sabendo dos fatos por familiares, amigos, em blogs, ou por jornais.

# Há informações que são consideradas notícias para muita gente. Mas, em geral, a noção do que é notícia varia para cada pessoa.

# Com o acesso facilitado às informações, cresce o interesse por notícias de caráter hiperlocal.

# Há ainda o que o Wagstaffy chama de notícias “hiper-hiperlocais”, como, por exemplo, acompanhar as atualizações nos status dos amigos pelo Facebook para saber o que eles estão fazendo no momento.

# O significado do que é notícia sempre foi diferente para jornalistas e não-jornalistas. Na Internet, isso se potencializa.

# Agora que as pessoas têm acesso direto às informações, elas estão mostrando o que realmente interessa a elas, o que revela a existência de nichos de audiência, e abre espaço para veículos de informação sobre assuntos especializados (ressaltando o poder da cauda longa).

Em suma,

What we’re seeing is that people get their news from whoever can help them answer the question they’re asking. We want the headlines, we go to CNN. But the rest of the time, “news” is for us just part of a much bigger search for information, to stay informed.”

E então, o que seria uma notícia no século XXI? Informações transmitidas em escala global por pessoas comuns via celular, como no caso dos monges budistas nas ruas de Mianmar? Informações sobre seus amigos no Facebook? Saber quando vai ser o festival de bandas da escola do seu bairro? Apenas o que diz a CNN e as outras empresas jornalísticas? As matérias mais votadas no Digg? Aquilo que a sua mãe ouviu no cabeleireiro e apresenta como novidade? Ou tudo isso e mais um pouco?

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O estado da twittosfera, no Brasil e na Argentina

Ontem o Twitter Facts publicou uma série de dados sobre a twittosfera argentina. As informações permitem observar, por exemplo, que os primeiros usuários do Twitter na Argentina apareceram no final de 2006, e que há hoje [okay, ontem, mas não deve ter mudado muita coisa em um dia] 896 contas ativas no país. Há ainda dados sobre as tendências com relação a manter as atualizações públicas ou privadas, manter uma maior ou menor lista de seguidores e seguidos, e a quantidade de atualizações que os usuários mais ativos já fizeram (o campeão é o jornal La Nación, com 6.418 atualizações).

Mas o mais legal de tudo não são os dados sobre a twittosfera argentina, e sim as informações relativas ao estado do Twitter no Brasil. O estudo sobre a twittosfera brasileira foi feita em meados de agosto, período em que, segundo o próprio blog aponta, iniciava a ‘popularização’ da ferramenta no país. Até então, éramos 421 twitteiros. A média de seguidores e seguidos era bastante baixa (se comparada ao modo como está a situação atualmente) e o maior atualizador também não era uma pessoa, e sim um veículo (o Jornal de Debates, com 1.955 atualizações; curiosidade: a segunda conta com maior número de atualizações era a do professor Henrique Antoun, que também figurava na lista dos que mais seguiam outros twitteiros). Outro ponto interessante é que os brasileiros começaram a usar o Twitter muito cedo (em julho de 2006 – o Twitter existe desde março do mesmo ano).


evolução do número de usuários no Brasil, de julho de 2006 a agosto de 2007

Muita coisa deve ter mudado desde agosto. Mesmo assim, vale a pena conferir o estudo. Esses dados, juntos com o ranking da twittosfera em português (elaborada pelo Cris Dias, o primeiro brasileiro a se cadastrar no Twitter), ajudam a ter uma boa noção de como é o perfil dos usuários do Twitter no Brasil. Na Argentina, há o Tuitiar.com, uma iniciativa de Darío Gallo e Pablo Mancini (os mesmos do 20Palabras.com) que procura reunir os usuários argentinos do Twitter, a partir do próprio Twitter.

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Free Burma!


Free Burma!

Participe!

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Mistura de meme com termo jurídico absurdo

O Marcus me repassou um meme. A idéia é pegar o livro mais próximo, abri-lo na página 61, postar no blog a primeira frase completa dessa página, e repassar para cinco pessoas. (Qualquer semelhança com este meme não é mera coincidência)

Como o livro mais próximo a mim é Instituições de Direito Civil (Vol. IV – Direitos Reais), de Caio Mário da Silva Pereira, e a primeira frase da página 61 é relativamente divertida sob o ponto de vista do juridiquês arcaico, confira abaixo a frase, seguida de uma breve explicação:

“O possuidor de má-fé responde por todos os frutos, inclusive aqueles que, culposamente, deixou de colher”

Simplificando ao máximo, imagine um camponês mercenário que, além de usar árvore alheia sem autorização, decida ser malvado e não colher as frutas do pomar. Ele precisará ressarcir os danos do proprietário da árvore, tanto em relação às frutas não colhidas, quanto no que diz respeito às frutas que colheu e consumiu ou vendeu. Só que a noção de ‘fruto’ em Direito Civil é bem mais ampla, e abrange não só maçãs, mas também qualquer tipo de bem acessório derivado de um principal e que possa ser obtido sem destruir o principal. Um exemplo é o aluguel. O valor cobrado a título de aluguel é um bem acessório em relação a um principal (nesse caso, o bem principal é a casa, ou o objeto que está sendo alugado) e que pode ser obtido sem destruir o principal (paga-se o aluguel todo mês, e, não obstante, a casa permanece lá, inteira, sem mudar nada).

O livro de literatura mais próximo (Extremely Loud & Incredibly Close, de Jonathan Safran Foer) não tem nenhuma frase na página 61. Há uma foto. Ou melhor, meia foto – a outra metade encontra-se na página 60. Vale apelar para “o segundo livro de literatura mais próximo”, só para tornar o meme mais interessante? 😀

Não vou repassar este meme para ninguém em específico – quem tiver interesse, é só ir em frente. Ou melhor, repasso em especial para a Fernanda, porque nunca vi alguém se entusiasmar tanto com o funcionamento de um meme.

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Demissão do gerúndio

Em um decreto estapafúrdio (sob o ponto de vista da aplicabilidade prática), mas com alto teor humorístico, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, demitiu o Gerúndio de todos os órgãos do governo do Distrito Federal. O decreto n° 28.314, de 28 de setembro de 2007, ainda busca coibir o uso do gerúndio como desculpa para “INEFICIÊNCIA” administrativa.

Exemplo clássico de uso do gerúndio aplicável à Administração Pública:
“Vou estar providenciando o documento”
(Tradução: “pode esperar sentado, porque não vou providenciar nada”)

Problemas práticos (com base nesta notícia)
– Do ponto de vista da lei, não faz sentido demitir o Gerúndio (assim mesmo, com letra maiúscula).
– Do ponto de vista da língua, há ao menos uma impropriedade grave no decreto: o governador pretendia demitir o gerundismo, e não o gerúndio.
– Do ponto de vista do humor, ficaria mais divertido se a lei trouxesse exemplos de casos em que não se deve usar o gerundismo.
– Do ponto de vista do “protesto”, o governador conseguiu chamar a atenção – mas uma lei sem sanção não tem garantia de que vá ser cumprida.

Se o objetivo era realmente abolir o gerúndio do governo do Distrito Federal, talvez o decreto não dê muito certo. Mas se o objetivo era chamar a atenção com um toque de bom humor… o caminho tomado foi no mínimo interessante.

(Via Verdade Absoluta)

Sobre o gerúndio, vale a pena dar uma olhada nesta matéria da revista Língua Portuguesa.

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National Novel Writing Month 2007

Estão abertas as inscrições para a edição 2007 do National Novel Writing Month. O projeto é um esforço coletivo bizarro em que cada pessoa tem por objetivo escrever uma história de ficção de 50 mil palavras durante o mês de novembro. É permitido fazer um planejamento antes, mas não vale começar a escrever por agora. A grande graça da coisa é a de se obrigar a escrever no curto espaço de tempo exigido – o que requer que se invente, em média, 1.667 palavras por dia (de três a quatro páginas no Word). O resultado se traduz em termos quantitativos: não importa que o produto final seja uma imensa porcaria, e que você não tenha coragem de mostrar nem para a própria mãe. Basta escrever as 50 mil palavras, e você já será declarado um “vencedor”. Com direito a certificado virtual e tudo!

O NaNoWriMo se baseia na idéia de que escrever 50 mil palavras, por mais que disso não resulte um best-seller, fará com que a pessoa desenvolva habilidades de escrita. É preciso inventar personagens, criar enredos, enfim, construir uma história. Escrever um livro, ainda mais sob pressão, não é nada fácil. Mas o resultado final compensa – além da sensação de “dever cumprido”, no ano passado o pessoal da gráfica on demmand Lulu.com ainda presenteou os vencedores do NaNoWriMo com uma cópia impressa grátis (ou seja, além de escrever a pior história da sua vida, você ainda poderá ter a oportunidade única de eternizar a desgraça em uma versão com capa colorida).

Interessados podem se inscrever até novembro. A maratona começa no dia 1° de novembro, e em 2007 está em sua 10ª edição. Dentre os objetivos, também está a arrecadação de dinheiro para estímulo à produção de textos entre jovens.

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A estranha lógica dos resultados no Google

Isso acontece todo ano. Ao invés de digitar telesena.com.br, as pessoas rendem-se à legítima preguiça e procuram pelo resultado parcial da telesena de primavera no Google. Como conseqüência, caem neste blog. (Maldita hora em que resolvi fazer uma analogia com telesenas…)

Alguém deveria pesquisar esse fenômeno da dependência pelo Google. Mesmo sabendo o endereço, as pessoas preferem procurar primeiro no Google. E, como os blogs estão tomando conta dos resultados, acabam caindo em postagens que não têm absolutamente nada a ver com o que pretendiam encontrar.

Em tempo: caso você seja um pára-quedista do Google, é possível acompanhar o resultado parcial da Telesena de primavera em www.telesena.com.br.

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Liberdade de locomoção virtual

O Habeas Corpus é uma ação constitucional cujo objetivo é assegurar a liberdade de alguém que tem seu direito de ir e vir ameaçado ou violado por ilegalidade ou abuso de poder – como no caso de uma prisão sem fundamento na lei. Tentar usar um Habeas Corpus como via para exigir acesso ao YouTube no tempo do bloqueio decorrente da polêmica do vídeo da Cicarelli é no mínimo curioso. Pena que a Justiça é lenta (o resultado saiu tarde demais – em 12 de janeiro, o YouTube já havia sido restabelecido para todos os brasileiros) e retrógrada (o Judiciário brasileiro ainda não entendeu a Internet). Talvez alguma outra ação fosse mais pertinente nesse caso – mas mais demorada, também. O Habeas Corpus tem tramitação mais rápida porque protege direito constitucional.

Como afundar um blog

Muitos blogs por aí trazem dicas de como melhorar um blog. Mas pouco ou quase nada é dito sobre como afundar um blog.

Confira abaixo as 10 dicas furadas de como transformar um blog de sucesso em um grande fracasso:

1. Mude completamente de foco e passe a blogar sobre as peripécias de sua irmãzinha de 3 anos (se não tiver uma, invente). Em miguxês, KlaRuUuu.

2. Comece a visitar blogs de assuntos completamente diferentes do seu e deixe comentários do tipo “olá! gostei muito do seu blog. visite o meu. http://endereço_do_seu_blog”

3. Peça links. Para todo mundo. Indiscriminadamente.

4. Faça posts falando mal de postagens de outros blogs. Com trackback.

5. Mude as configurações do seu feed para que ele mostre apenas um pedaço do conteúdo dos posts (e não o texto inteiro). Ou – melhor ainda – elimine o feed.

6. Troque a combinação de cores do layout para algo como vermelho com ciano (dá um contraste horrendo).
exemplo de gif piscante terrivel
7. Encha a página inicial do seu blog com widgets, e links para tudo quanto é serviço de Internet relacionado ou não a blogs.

8. Espalhe gifs piscantes no meio dos seus posts. Com hotlinking.

9. Bote para tocar automaticamente uma música em .mp3 de alguma banda estridente.

10. Deixe scrap para seus amigos no Orkut pedindo para que eles comentem no seu blog. Anuncie seu último post como se fosse a próxima maior maravilha do universo.

Seguindo essas dicas, com azar, você poderá figurar no próximo ranking dos 50 piores blogs do Brasil (com sorte, o blog afunda mesmo).

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