All posts by Gabriela Zago

Protestos em Myanmar

Myanmar, Mianmar, Mianmá, Burma, Birmânia – mais uma vez, a mídia nos traz informações sobre um país que poucos sabem onde fica (fora os que nem sabiam que o país existia). E as notícias por lá não são nada boas. Protestos, imprensa censurada, fronteiras fechadas…

Myanmar é um país situado no sul da Ásia. A língua oficial é o birmanês. A capital do país foi mudada recentemente. Desde 2006, é Naypyidaw. A maior cidade – e ex-capital – é Yangon (antes Rangum). Ex-colônica inglesa (independente desde 1948), e atualmente governada por uma junta militar, a Birmânia foi palco de violentos combates durante a Segunda Guerra Mundial. Desde 1989, o país se chama Myanmar.


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A população de Myanmar iniciou uma onda de protestos em agosto, depois que o governo aumentou o preço dos combustíveis. Os protestos contra a degradação da economia se intensificaram recentemente com a adesão dos monges budistas. A população foi às ruas em maior quantidade, e se envolveu em conflitos com o Exército. A situação se tornou tão instável que a ONU enviou um representante ao país para tentar restaurar a ordem.

Mídia cidadã

Com a repressão, tem se destacado na mídia o papel do jornalismo cidadão. A partir dos países vizinhos (já que a imprensa do país é militarmente controlada), jornalistas exilados de Myanmar enviam informações sobre o conflito para o resto do mundo.

Destaca-se ainda nessas transmissões o papel das tecnologias móveis, como câmeras de celular e satélites. Em 1988, o país viveu uma situação de conflito semelhante. Entretanto, na ocasião, as informações sobre o conflito só chegaram ao resto do mundo três dias depois, a partir da mídia oficial. Com a Internet, tudo fica mais rápido – inúmeros blogs têm mantido o mundo informado dos acontecimentos (talvez tenha sido por esse motivo que o governo bloqueou o acesso à Internet no país na sexta-feira).

O site da Democratic Voice of Burma (DVB), uma organização midiática que divulga notícias sobre o país (mas localizada fora dele), pede que pessoas do mundo inteiro enviem mensagens para a população de Myanmar. As mensagens serão exibidas na DVB TV. Outro veículo do país – que tem recebido contribuições via celular dos participantes do conflito – é o Mizzima News. O canal participativo da CNN – I-Reporter – também tem se mostrado bastante ativo.

Os Estados Unidos coordenam uma grande campanha para salvar o país. Há até um vídeo no YouTube, estrelado por Jim Carrey. A campanha também pede a libertação de Aung San Suu Kyi, ganhadora do prêmio Nobel da Paz em 1991.

Em tempo: blogueiros de todo o mundo estão se unindo para, no dia 4 de outubro, postar em defesa de Burma. Se você tem um blog, não deixe de participar da campanha “Free Burma!”.

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(Via 10,000 words)

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US Candidate Match Game

O USAToday elaborou um jogo interativo (ou seria apenas um infográfico mais elaborado?) para apresentar aos seus leitores algumas das propostas dos candidatos à presidência dos Estados Unidos. A idéia é a pessoa responder um quiz indicando como se posiciona diante de determinadas questões polêmicas, como aquecimento global, guerra no Iraque e casamento entre pessoas do mesmo sexo, e o sistema indicar qual dos candidatos possui um perfil mais parecido com o seu. Interessante para aprender mais sobre os candidatos. Interessante como uma forma criativa de newsgaming. Meio catastrófico como jogo na prática – uma posição extremada já é capaz de determinar quem deveria ser o seu “candidato”.

Para mim, deu Dennis Kucinich, um democrata.

No mesmo sentido, há o jogo “Presidential Pong”, da CNN. Bem mais elaborado, bem mais divertido – mas no estilo “mais jogo, menos informação”.

Tem até a categoria de “tabloid games” – como no jogo The Prision Life: Paris.

Em tempo: notícias com informações apresentadas na forma de jogos seriam o próximo passo da evolução da prática de construção de infográficos interativos?

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Blogs influentes

A Revista Bula fez uma pesquisa com usuários da Internet para tentar descobrir quais são os blogs mais influentes do Brasil. Sem caráter científico, foram enviados 400 questionários para jornalistas, escritores, professores e estudantes universitários de todo o país. Como resultado, o blog Pensar Enlouquece aparece no topo da lista.

Há uma grande presença de blogs de jornalistas. Tem até blog daquele jornal que não gosta de blogs (um só, mas tem). Aliás, o destaque fica por conta da diversidade de blogs que compõem a lista dos 21 mais influentes do país.

(Via o próprio Pensar Enlouquece)

Em tempo: Blue Bus conta, efetivamente, como um blog?

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Sketchcast: mistura de podcast com desenho de primeira série

Você já passou por situações em que seria melhor desenhar ou fazer um esquema, ao invés de ter que explicar, inutilmente, em linhas e linhas de texto, um determinado fato ou situação? Com o Sketchcast, blogar se torna uma tarefa muito mais fácil. A página funciona como um bloco de notas digital. É possível desenhar, inserir texto, apagar, e, o mais legal de tudo – adicionar áudio. Com áudio, desenhos e textos, não há idéia complexa que não possa ser devidamente apreendida.

Abaixo, minha tentativa de representar toscamente graficamente a cadeia de produção de um post. Sem áudio – não é dessa vez que vocês vão ter o desprazer de ouvir minha voz 😛

Duração: 2’52”



link para o pessoal do feed

* Reparem na qualidade estética da segunda seta.

(Via CyberNetNews)

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Como ser um bom estudante de jornalismo

Assim como não dá para devolver o Brasil para os índios e refundar o país, também não dá para começar a faculdade de novo, só para fazer tudo direitinho na segunda tentativa. Na maior parte das vezes, a gente aprende errando. Entretanto, aprender por tentativa e erro gera algo extra que os outros tipos de aprendizagem não permitem: o desejo de nunca mais errar.

Mas, para quem ainda está começando – ou para quem, como eu, ainda tem um semestre e meio pela frente para tentar fazer melhor – vale a pena ler as dicas de Paul Bradshaw sobre como ser um estudante de jornalismo. Em versão sintetizada, as dicas seriam:

1. Leia notícias
2. Esqueça que você tem uma opinião
3. Saiba a diferença entre notícia e matéria
4. Faça contatos
5. Tenha uma vida
6. Não fique sentado esperando por uma resposta por e-mail
7. Aprenda a escrever certo
8. Esteja aberto a novas experiências
9. Leia livros
10. Saiba o que você quer ao sair disso – e corra atrás

No mesmo sentido, post de hoje no eCuaderno com conselhos para alunos de um novo curso. Dentre os conselhos, está o de “especializar-se em assuntos, e não em meios”. E “começar um blog”. Como se trata de um curso sobre informação, no post há ainda um divertido vídeo para ilustrar o impacto da tecnologia na gestão da informação. Vale a pena assistir.

(Via Ponto Media)

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Um ano de G1

O portal de notícias na Internet da Globo, o G1, completou um ano no dia 18 de setembro. Como uma forma de marcar a passagem da data, o portal tem publicado uma série de especiais sobre o primeiro ano do site. Há notícias que destacam as principais coberturas desse último ano (ótimo para recapitular o que foi notícia nos últimos meses, e também para constatar que o tempo passa), as notícias mais bizarras, as grandes disputas tecnológicas, as principais inovações do G1 nesse primeiro ano (algumas das grandes sacadas do portal são a presença marcante de infográficos, o grande número de vídeos para ilustrar as matérias, a possibilidade de comentários em [algumas das] notícias, e o canal de participação do leitor), e até uma matéria que explica, em detalhes, como são feitos os infográficos do G1.

Não costumo ler sempre o G1 (embora assine o feed de Tecnologia do site) – mas é inegável o quanto eles parecem se preocupar em produzir conteúdo voltado para a Internet (em termos de linguagem e recursos multimídias). É um dos poucos sites que fazem isso hoje em dia, infelizmente. Deveria ser a regra geral.

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Proteção ao idioma nacional

“Oeuvre en partage” (algo como “obra em partilha”) é a nova denominação para a licença Creative Commons na França. Os franceses são tão protetivos quanto ao seu idioma, que tudo deve ser devidamente adaptado para o idioma francês. No documento da commission générale de terminologie et de néologie, consta ainda que o emprego da expressão “Creative Commons” na França é “desaconselhado”.

Segundo a Wikipedia, a comission générale de terminologie et de néologie é um organismo administrativo francês cuja função é contribuir para o fortalecimento da língua francesa. O órgão, criado em 1996, atua sob a direção do primeiro ministro. A idéia é proteger a francofonia.

Alguns exemplos de termos franceses felizes aplicados à Internet são logiciel espion (para spyware), diffusion pour baladeur (para podcasting), e bloc-notes (para blogs).

Curiosidade: como ficariam termos como “blog”, “podcast” e “spyware”, caso fossem aportuguesados?

E depois ainda reclamam da proposta de reforma ortográfica para unificação da língua portuguesa. Para nós brasileiros, apenas somem alguns acentinhos, caem os tremas, e mudam algumas poucas palavras. Imagina a tragédia que não deve ser para os portugueses ter de abrir mão do “c” charmosinho antes dos “ts” em palavras como “contracto”. E ainda por cima ter de fazer isso em favor de seu ingrato ex-filho mais pobre (e mais populoso).

(Via Jean-Luc-Raymond)

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A insurreição no Brasil, há 114 anos atrás

Em setembro de 1893, um artigo do New York Times comentava a queda da monarquia no Brasil e os primeiros anos da República. O artigo, em uma página de jornal entupida de texto (bem ao estilo da época), trazia ainda um mapa do Brasil, para ajudar os norte-americanos a compreender a localização daquele novo país recém-descolonizado. Histórico. Interessantíssimo. E acessível gratuitamente via arquivo do New York Times na web – todas as edições do jornal, de 1851 a 2007, estão disponíveis na íntegra na Internet. Os textos publicados até 1922 (e que estão em domínio público) podem ser lidos gratuitamente, em pdf. Para os demais, é preciso pagar pelo acesso. Dá para ficar horas e horas perdido em leituras sobre o passado.

(Via GJol)

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Jornalismo em 20 palavras

É possível contar uma notícia completa em apenas 20 palavras? Essa é a proposta do 20palabras.com, projeto dos jornalistas argentinos Dario Gallo e Pablo Mancini, no qual 20 jornalistas (presença cabalística do número 20?) enviam as atualizações pela web ou por dispositivos móveis, se possível a partir do próprio local do acontecimento. O resultado são notícias curtas, informativas, publicadas em estilo blog (das mais atuais para as mais antigas), para serem lidas preferencialmente em dispositivos móveis, e que servem como ponto de partida para conhecer os fatos que acontecem no mundo. Útil para não se perder por aí com tanto caos informacional.

Há três critérios de hierarquização das notícias: cronológico (coluna principal), editorial (coluna Esenciales 20P) e por popularidade (nuvem de tags, com os temas mais falados do dia).

O site conta ainda com blogs, podcast, e permite comentários nas notícias.

Em tempo: os comentários podem exceder 20 palavras.

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