All posts by Gabriela Zago

Para não se perder por aí

Web Map

A empresa de internet japonesa Information Architects lançou em junho a versão 2.0 do Mapa de Tendências da Internet 2007. O mapa traz os 200 sites mais interessantes da internet, classificados por categoria, proximidade, sucesso, popularidade e perspectiva. A nova versão parece bem menos confusa que a anterior.

A estrutura do mapa se baseia no mapa do metrô de Tóquio, com algumas modificações para que o desenho original pudesse se adaptar à dinamicidade das páginas da web. Há várias ‘piadinhas internas’ que são melhor compreendidas por quem conhece um pouco da geografia de Tóquio. Como exemplo, “Você” (ou o local de onde partem todas as vias do mapa) fica localizado onde, no mapa real, pode ser encontrado o Palácio Imperial.

Outros aspectos interessantes são a previsão do tempo (que indica um prognóstico para os próximos 6 meses para cada empresa), e a classificação dos sites como 0.5, 1.0, 1.5, 2.0 ou 2.5. Na página eles explicam que Web 2.5 seria o que o Facebook está se tornando, e Web 0.5 é o Jakob Nielsen ainda está fazendo.

No site, é possível ainda acessar uma versão clicável do mapa, ou então baixar a imagem para usar como fundo de tela. Também dá para adquirir uma cópia do mapa em versão pôster por U$30.

A dica é do Marcus, via alexmaron.

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Programação Intercom Júnior

Tentei deduzir o endereço da programação para o Intercom Júnior deste ano a partir do endereço da programação do ano passado (praticamente uma atitude hacker :P). Depois de trocar letras e números no endereço sucessivamente, acabei encontrando o que procurava, aqui e aqui. Se esta programação que acessei estiver correta, os dois trabalhos deverão ser apresentados exatamente no mesmo horário (e notem a sutileza do detalhe de que ambos são exatamente o terceiro trabalho de cada sala). Mas a programação ainda não parece estar 100% correta, até porque em um dos trabalhos meu nome aparece ao lado de uma suposta co-autora de outra universidade o.0.
Ah, e o legal é que nesse caminho todo acabei encontrando vááários trabalhos da nossa universidade. Recorde total de participação da UCPel no ITJR 😀

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Netvibes X Facebook

O Netvibes acaba de lançar um novo widget. Agora é possível acessar as principais informações do Facebook direto a partir de sua página inicial no Netvibes.
A idéia é evitar que as pessoas que utilizam o Netvibes como página inicial passem a utilizar o Facebook para desempenhar a mesma função. Na prática, ambos os sistemas oferecem o mesmo serviço: a possibilidade de inclusão de vários widgets, concentrando informações dispersas na web em um só local, o que torna ambos uma interessante porta de entrada para a web. Além de reunir vários serviços em um só lugar, o Facebook também funciona como rede social. Já o Netvibes (assim como o Pageflakes) explora apenas o segmento de páginas iniciais.
Com o novo widget, o Netvibes pretende acabar de vez com o êxodo para o Facebook.
(Pergunta prática: será que é tecnicamente viável fazer o contrário? Tipo, criar um widget do Netvibes para o Facebook?)

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Formas alternativas de buscar por informação

Como encontrar músicas usando o del.icio.us:*
1. Entre em “http://del.icio.us/tag/system:filetype:mp3”. Isso irá mostrar uma lista com todas as mp3s que estejam salvas no del.icio.us.
2. Para buscar música de um artista em específico, acrescente “+NomedoArtista” ao final da URL inicial (http://del.icio.us/tag/system:filetype:mp3+NomedoArtista)
3. Para ouvir, basta clicar no nome de cada uma das músicas. Para salvar uma cópia, clique com o botão direito do mouse sobre o link e escolha “Salvar destino como”.

Essa é apenas uma das formas – e, certamente, não a mais eficiente – de procurar por mp3 sugeridas pelo resultado para “How to Download Free Music” do Mahalo. Na página, há ainda várias outras sugestões interessantes de como encontrar música gratuita na internet.

O Mahalo é uma espécie de sistema de busca cuja proposta é elaborar manualmente páginas de resultado para os 10.000 termos mais procurados na internet. A julgar por alguns dos resultados que já podem ser encontrados, o Mahalo tem tudo para mudar nossa forma de buscar informações na web em um futuro próximo. (O Marcus também fez um post sobre o Mahalo algum tempo atrás).

Outra proposta interessante é a do Hakia, um sistema de busca que procura por semântica. A idéia é apresentar a resposta para o que se procura já na página de resultados, mas sem que haja intervenção humana. Funciona bem em inglês. Entretanto, é só tentar procurar por algo em algum outro idioma que os resultados se tornam desastrosos.

O Powerset, com lançamento previsto para setembro, também é (promete ser) um sistema de busca inovador. A aposta é no modelo open source para construção do sistema. (A página do buscador traz um formulário para que os interessados em acompanhar o desenvolvimento do produto se cadastrem).

Assim como esses sistemas, há muitas outras novas alternativas pipocando por aí. Tudo para tentar derrubar a ditadura do PageRank e acabar com o monopólio do Google!

(Falando nisso… enquanto não aparecem buscadores inteligentes em português, que tal economizar luz usando o bom e velho sistema do Google?)

* tradução livre a partir do resultado equivalente no Mahalo

Para aqueles não abrem mão de usar o bom e velho Google: não percam este post da Carla, sobre dicas de como obter melhores resultados em qualquer sistema de busca.

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Termos jurídicos absurdos, parte 8

Consolidação – nas relações civis, diz-se que há consolidação quando o que já era dono de uma parte se torna dono do todo (ou porque comprou a parte do(s) outro(s), ou por qualquer outro motivo)

Exemplo de aplicação na vida prática:

“Estavam todos discutindo, mas eu comecei a falar sobre girafas e consolidei a conversa”

(Okay, o termo consolidação já tem bastante utilidade prática por conta própria… :P)

Outros termos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7

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Comprando um remédio

Eu estava em casa, sem nada para fazer, e tive a brilhante idéia de fazer papel de palhaça ir na farmácia que fica na esquina onde moro para comprar um remédio (na verdade, estava atrasada para chegar na aula, mas isso é detalhe). Cheguei lá e não tinha. Aí o vendedor ligou para outra farmácia da mesma rede, confirmou com o ser do outro lado da linha que o produto estava disponível no estoque da outra loja, e me remeteu ao outro endereço. Cinco quadras adiante, na outra farmácia da mesma rede, chego e pergunto pelo mesmo remédio. O vendedor disse que estava em falta. Então repito toda a situação, digo que o vendedor da outra farmácia tinha ligado para lá e garantiram que o produto estava disponível no estoque. Aí o vendedor, num brilhante gesto de generosidade, ligou para outra loja da rede, uma terceira farmácia de mesmo nome. E sim, supostamente lá teria o remédio que eu procurava. Mas dessa vez não caí na armação deles. Não, eles não me remeteriam a cinco quarteirões adiante mais uma vez, para chegar lá e descobrir que há uma quarta farmácia da mesma rede e que talvez tenha o remédio. E depois me remeteriam à quinta, à sexta… Sabe lá se não seriam infinitos estabelecimentos, num total monopólio de nosso tempo e dinheiro. Reclamei – de leve – da falta de consideração do estabelecimento com seus clientes, e fiz o caminho de volta até minha casa, com a promessa de parar em qualquer farmácia que tivesse no meio do caminho para comprar o remédio. Duas quadras adiante (ou a três quadras da farmácia da esquina da minha casa, como preferir) encontrei uma farmacinha simpática que nunca tinha visto. Entrei, pedi o remédio. E em menos de 30 segundos já estava saindo do estabelecimento com o medicamento em mãos. Simples, rápido, fácil, prático. E garanto que eles não têm várias farmácias interligadas em rede para remeter os clientes na vã ilusão de encontrar logo o alívio para seus sintomas mais insistentes…
Dica para funcionários de farmácias: não façam uma asmática cuja doença se manifesta por esforço físico continuado caminhar várias quadras para comprar o refil do inalador. Vocês correm o risco de perder a cliente para uma farmacinha pequena que fica apenas três quadras adiante.
Máximas de experiência: nem sempre o lugar mais perto de casa representa a melhor opção para comprar alguma coisa.

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Hipertexto

“Tecnicamente, um hipertexto é um conjunto de nós ligados por conexões. Os nós podem ser palavras, páginas, imagens, gráficos ou partes de gráficos, seqüências sonoras, documentos complexos que podem eles mesmos ser hipertextos
(Pierre Lévy em As Tecnologias da Inteligência)

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Ateísmo como mito

Ontem na faculdade tivemos uma aula interessante sobre a relação entre mitos e ciência. Várias reflexões acerca das múltiplas conexões existentes entre os dois assuntos foram suscitadas. Ambos se relacionam em situações como, por exemplo, no fato de que a ciência pode partir dos mitos para tentar descontruí-los, ou, no sentido inverso, quando os mitos aparecem como óbices ao desenvolvimento da ciência.

Lá pelas tantas, a discussão tomou um rumo religioso. Passou-se a discutir deus e o mistério da vida. Aí o professor começou a criticar os ateus. Não os ateus em geral, e sim aqueles que simplesmente negam a existência de deus, mas sem que tenham uma explicação para isso – para o professor, essa espécie de crença seria um mito muito mais forte que o de alguém que crê em deus, porque a crença do não crer (a força que se faz para não acreditar, mesmo sem motivo) requer muito mais esforço.

Daí comecei, ali mesmo na aula, a repensar meus conceitos. Por que, afinal, não creio em deus? Passei a fazer um esforço mental para recordar os argumentos principais de Umberto Eco no simpático debate com o padre Carlo Maria Martini na obra “Em que crêem os que não crêem”. Lembrei que Eco defendia que os que não crêem em deus ao menos crêem em alguma coisa, talvez não tão sobrenatural, mas algo que dê sentido às suas vidas. Lembrei também que tinha parcialmente concordado com isso à época em que li o livro*.

Quando já estava quase desvendando o mistério da revelação divina, quase (re)encontrando um sentido na vida (e enquanto o professor continuava a atacar os ateus-rebeldes-sem-causa), eis que uma colega minha decide lembrar a todos que eu sou atéia. Todos os olhos se voltaram a mim (sensação de deja vù), e, sob pressão (talvez numa tentativa desesperada de se livrar logo de tanta atenção), não consegui balbuciar uma explicação melhor que “Não acredito em deus, mas não tenho argumentos”. Pronto. Virou obrigação moral minha a partir de agora encontrar argumentos para a não-crença. Preciso acreditar em alguma coisa, nem que seja no poder irrestrito do nosso próprio esforço para mudar nossas vidas…

Detalhe. Note que a discussão toda se deu em uma universidade católica. Mesmo que eu tivesse argumentos, talvez não fosse lá muito saudável expô-los.

* Auto-citando-me, sobre o livro:

“O diálogo é de alto nível, e ainda é complementado pela participação de outros intelectuais europeus. A conclusão que parece chegar o livro é a de que, mesmo aqueles que não crêem (em uma revelação divina), ainda precisam acreditar em alguma coisa. Até o mais ateu dos ateus precisa acreditar que está vivo. Precisa crer que é um ser humano. Precisa confiar nos indivíduos. Do contrário, sua vida estaria perdida. Também é interessante ver/perceber que em muitos pontos ateus e crentes concordam, sem que isso afete como realmente pensam”
(eu, em dezembro de 2005 – reparem que, em 2005, eu também tinha colocado a expressão “alguma coisa” em itálico)

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De como fui abduzida

Eu estava dirigindo por uma estrada de chão, próxima à minha cidade, sozinha no carro, à noite, sem que passasse qualquer outro veículo pelo caminho. De repente, uma luz forte se aproximou, e era tão intensa, tão poderosa, que me fez parar o motor do carro (ou o motor do carro parou sozinho porque a luz era intensa demais?). Era uma luz azul, realmente intensa, brilhante. Tomada por uma força repentina, decidi sair do carro e seguir em direção à tal luz azul. Afinal, azul é minha cor preferida. Não sei ao certo o que aconteceu, só lembro que a luz brilhava muito (já mencionei que era uma luz intensa?). Depois, não lembro de mais nada. Só sei que cheguei ao meu destino com um atraso de quatro horas. E senti sonolência, muita sonolência.
Quer dizer, eu nem tenho como ter certeza de que fui abduzida, porque só me lembro do clarão. O resto são memórias, reminiscências, lapsos de rememoração, algo como ter em mente a imagem fixa de criaturas de aproximadamente meio metro de altura, seres marrons, com pele com consistência de uma casca de árvore, e três olhos (sim, três olhos).
Mas isso também não quer dizer muita coisa. Afinal, toda e qualquer experiência humana é subjetiva.

Versão alternativa: Fiquei dois dias sem postar empolgada lendo os primeiros capítulos de Harry Potter and the Deathly Hallows.

Pronto. Escolham a versão em que quiserem acreditar.

Da série “desculpas esfarrapadas para se dar quando não se tem um motivo concreto para ter deixado de postar por dois dias”.

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Como escrever uma história de ficção 2.0

Quer pegar carona do sucesso de Harry Potter (72 milhões de cópias vendidas em apenas 24 horas) e escrever seu próprio livro de ficção? O Read/WriteWeb traz a dica bem-humorada de como escrever uma história utilizando-se apenas de recursos baseados na Web 2.0.

Há apenas uma ressalva a ser feita: o NaNoWriMo não é tão maluco assim. E, ao menos no ano passado, eles tinham uma parceria com o Lulu.com, o que permitia receber uma cópia impressa da história gratuitamente. Aliás, essa semana o segundo leitor terminou de ler minha história de 2006 (a partir da única-cópia-impressa-que-existe-no-universo). Ele deu algumas dicas de como melhorá-la (seria o cúmulo da pretensão querer ter escrito uma obra perfeitamente bem acabada em 30 dias), e se entusiasmou em escrever uma história também 🙂 Ah, e ele reclamou do final. Eu odeio ter que terminar histórias, daí geralmente ou faço um final muito nada a ver, que encerre de vez a trama, ou então deixo o final em aberto, o que deixa aquela sensação de “tá, mas e o fim?”. Na nanonovel em questão, fiquei com a primeira opção.

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