All posts by Gabriela Zago

Perseguição canina

A Gaby, do alto de seus 15cm e 3kg, colocando a Lia, 3x maior e 10x mais velha, para correr.

Prometo que este é o último vídeo da série “elementos disformes que parecem cachorros em cenas captadas a partir de uma câmera de celular de baixíssima resolução”. Até tentei virar a tela para ver se aumentava o tamanho da imagem. Mas não. A realidade me mostrou que (ainda) não tenho um iPhone.

* Música = Bottlefly – Got 2 B Luv

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Contador de tempo online no Firefox

Stumbleando por aí, encontrei uma extensãozinha de Firefox interessante. O TimeTracker instala um reloginho na barra de status que conta o tempo que a pessoa permanece com a janela do navegador aberta e ativa. Mudar do Firefox para outro aplicativo do computador suspende momentaneamente a contagem do tempo, que é retomada quando se retorna para a janela do navegador. O resultado que se obtém é uma contagem das horas diárias que se passa navegando. Chega a ser assustador.
Nas configurações, é possível ainda excetuar alguns endereços da contagem do tempo online.

Problema prático: a extensão não é compatível com algumas versões do Firefox (ou pelo menos não foi muito com a cara do acomodado Firefox em português do computador de Bagé, embora tenha funcionado perfeitamente na versão equivalente em inglês).

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Rememoração através dos meios

“Os primeiros tópicos que atraem a atenção dos homens são aquêles que se referem às coisas que êles já conhecem. Se presenciamos algum acontecimento, seja êle uma partida de futebol, um estouro de Bôlsa ou uma tempestade de neve, logo tratamos de ler notícias sôbre êle, em primeiro lugar. Por quê? A resposta é da maior importância para a compreensão dos meios. (…) A experiência traduzida num nôvo meio fornece, literalmente, uma agradável rememoração, um delicioso play-back de um conhecimento anterior”
Marshall McLuhan em Understanding Media (São Paulo: Cultrix, 1964:239)

Isso ajuda a explicar a vontade de querer contar tudo o que acontece em nossas vidas em um blog. Também serve como possível explanação para o fato de que as pessoas que comentam em blogs tenham a tendência a relatar fatos pessoais similares ao do post em seus comentários (naturalmente, isso ocorre porque as pessoas só irão ler o post se a priori se identificarem com o assunto tratado – isso sem falar que só irão ler o blog em si se tiverem um mínimo de afinidade com as temáticas ali abordadas).

Nada como buscar explicações sobre a vida e o mundo em uma obra clássica sobre o papel dos meios… A idéia básica de Understanding Media (e que provocou uma revolução na Comunicação à época em que foi lançado) é a de que os meios de comunicação funcionariam como extensões das capacidades do homem. A televisão, o rádio, a imprensa, e tantos outros meios, atuariam como dispositivos para ampliar o alcance dos sentidos e funções humanos.

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Divisórias da calçada


Webcomic xkcd. Mais aqui, aqui, aqui e aqui.

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Meme: Área de Trabalho

Meu desktop, caótico e desorganizado (podem chamar de “legítima preguiça em acomodar arquivos em pastas”). Tenho um complexo sistema de pastas e subpastas para organizar os arquivos. Tudo parte da última pastazinha ali da área de trabalho. Só que o sistema de catalogação é tão cansativo e ramificado que muitos arquivos acabam ficando no desktop ad eternum por falta de paciência para decidir em qual pasta devo arquivá-los. O ideal seria poder separá-los por tags (também seria útil que os próprios arquivos sugerissem suas próprias tags, como no del.icio.us).

Ninguém me passou diretamente o meme, mas já vi em tudo quanto é lugar, e senti-me no direito de me apropriar da idéia. Do blogroll, tem nos blogs de André Marmota, Lynz e Maltut.

[referência obscura: post #666]

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Termos jurídicos absurdos, parte 7

… ou “O Fantástico Mundo da Evicção”

Evicção

Diz-se que há evicção quando o comprador de uma coisa perde essa coisa para um terceiro em virtude de decisão judicial fundamentada em fato anterior ao momento da compra da coisa. Na ação de evicção, há na verdade o exercício de duas pretensões: uma do terceiro sobre o comprador (para recuperar a coisa) e outra do comprador sobre o vendedor (para receber de volta o dinheiro que pagou pela coisa).

Sujeitos da ação:
Evicto – de acordo com nosso eminente professor de Direito Civil I (UFPel, 2005), ao contrário do que à primeira vista possa parecer, o evicto “não é o marido da Evita”. Piadinhas infames à parte, o evicto é a criatura sem sorte que vem a perder a coisa na decisão judicial promovida pelo evictor.
Evictor – sob pena de ser responsabilizada pela criação de uma piada mais infame ainda que a do professor de Civil, um evictor é mais do que um sujeito de nome Victor com existência virtual. O evictor é aquele que promove a ação para tomar a propriedade da criatura sem sorte (evicto).

É mais ou menos assim: pela evicção, um carinha sem sorte compra uma casa de um sujeito boa pinta. Só que ele não sabe que o sujeito (aparentemente) boa pinta na verdade não era dono da casa. A casa era de um outro sujeito malandrão, que é dono de praticamente todo o pedaço. O carinha sem sorte não sabe disso tudo, e vai morar na nova casa. Mas o sujeito malandrão não espera muito tempo para entrar com uma ação judicial para tomar a casa do carinha sem sorte. E o carinha sem sorte perde a casa dele na Justiça, embora tenha gasto todas as suas economias para adquiri-la. Nesse caso, diz-se que o carinha sem sorte foi vítima de evicção: ele é o evicto. Já o sujeito malandrão é o evictor. Após perder a casa, para o carinha sem sorte só resta entrar com uma ação contra o sujeito (aparentemente) boa pinta que originalmente lhe vendeu a casa, para tentar reaver o dinheiro investido (já que a casa não era do boa pinta, e sim do malandrão).

Esquema prático para entender a evicção:

Confira também as partes 1, 2, 3, 4, 5 e 6.

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Absurdos da vida civil

Um contrato preliminar ocorre quando as partes se obrigam a se obrigarem a fazer algo no futuro. É o contrato celebrado previamente para garantir a celebração de outro contrato mais adiante. Como exemplo, há a promessa de compra e venda, na qual um indivíduo se compromete perante outro a adquirir um determinado objeto mediante o pagamento de um determinado preço. Nesse caso, há, em um primeiro momento, o contrato de promessa de compra e venda. Em outra ocasião, as partes celebram um segundo contrato, que irá regular a compra e venda em si. Se houver registro público dos respectivos contratos, os efeitos são diferentes: a promessa de compra e venda gera o direito real do promitente comprador (ou seja, direito oponível contra todos de que será feito o contrato previamente estipulado), ao passo que o contrato de compra e venda gera direito real de propriedade sobre o bem objeto da relação (também oponível contra todos).

Dá para resumir tudo em poucas frases, até com exemplo. Então por que no livro são mais de 30 páginas, que dão voltas e voltas, e impedem que se consiga manter a atenção do início ao fim da leitura???

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Prova amanhã

A Gaby* não quer que eu estude.

* Sim, eu tenho um cão com o mesmo nome que eu. Mas ela é Gaby com ípsilon.

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Vida corrida

Alguém mais tem a sensação de que a vida está passando e a gente simplesmente não está vivendo?

Minha meta de vida para este segundo semestre do ano (que inicia oficialmente hoje) é a de desacelerar – aproveitar mais cada momento, divertir-me mais, preocupar-me menos. Quero simplesmente chegar ao final do mês e poder pensar “eu vivi” e não “já é o mês seguinte”.

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Ainda dá tempo de mudar o mundo?

O Fórum Municipal de Educação em Direitos Humanos (aqui haveria um link se eu não tivesse sido tão relapsa e esquecido de colocar a notícia relativa ao Fórum no site do projeto) funcionou como uma navalhada na minha vida acadêmica. Nele, descobri que nunca fiz uma extensão universitária de verdade, uma vez que em nenhum momento tive contato direto com a população. Quanto a pesquisas, sempre soube que nunca fiz uma pesquisa de verdade. Desde hoje, passo a achar também que foram todas pesquisas sem qualquer relevância prática. Nosso projeto experimental, também, não apresenta interesse social. Na hora do almoço, fiz um breve discurso acerca das potencialidades do uso do Second Life na educação, fruto de quase um semestre de leituras e investigações, o que uma colega minha que nunca usou a ferramenta conseguiu desconstruir com apenas quatro palavras: “e a exclusão digital?”. Basicamente, é como se todas as minhas experiências universitárias até hoje tenham sido em vão. Embora elas tenham contribuído para que eu aprendesse – bastante – é possível dizer que até o momento não contribuí em nada para o mundo. E isso assusta.
Felizmente, ainda dá tempo de mudar alguma coisa. Ou não. Quem disse que todo estudante universitário precisa necessariamente (querer) mudar o mundo?

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