All posts by Gabriela Zago

Sobre o Celacom

De segunda a quarta aconteceu na UCPel o Celacom 2007. Esta era a 11ª edição do Colóquio Internacional sobre a Escola Latino Americana de Comunicação. O Celacom é uma iniciativa da Cátedra Unesco de Comunicação, e é promovido anualmente na Universidade Metodista, em São Paulo. Este ano foi a primeira vez que o evento foi deslocado de sua sede – e a proposta é de que os próximos também sejam realizados fora de São Paulo, em nome de uma maior regionalização do congresso.

A proposta é reunir pesquisadores em Comunicação para discutir a Escola Latino Americana de Comunicação (ELACOM) em três dias de evento. A edição deste ano contou com a participação de estudiosos de três países, e teve como tema central os Gêneros Comunicacionais: formatos e tipos latino-americanos.

Participei da comissão de organização (de forma voluntária; aliás, às vezes ainda me surpreendo com a minha natureza intrinsecamente voluntária… acho que não nasci para ingressar em um mundo capitalista), e por isso esses últimos três dias foram uma verdadeira correria. Mas valeu a pena.

Como em todo evento destinado à pesquisa, com o Celacom não foi diferente: foram três dias de intensa reciclagem científica e ebulição e aperfeiçoamento de idéias. Assisti a poucas palestras, mas todas elas eram muito boas. Só a mesa redonda de ontem pela manhã, sobre Gêneros Digitais, valeu pelo evento inteiro. A mesa contou com a participação de Elias Machado (UFSC), Alex Primo (UFRGS) e Vinícius Andrade Pereira (ESPM/UERJ), sob a coordenação de Raquel Recuero (UCPel). Os temas tratados foram o digital trash, a micromídia, e a forma de se pensar os gêneros no jornalismo digital. Mas a parte mais interessante foi o debate que rolou entre os painelistas após suas exposições.

Outros pontos altos do evento foram a palestra de Manuel Carlos Chaparro (da USP) sobre gêneros e a apresentação de trabalho de Maria Cristina Gobbi (Metodista; vide post acima) sobre a ELACOM.

Não sei se sou altamente influenciável, mas… gostei da idéia de pesquisar algo como a relação entre digital trash, cauda longa e micromídia. Também achei interessante a proposta de empregar a análise de discurso para investigar a comunicação, ou realizar a reflexão sobre gêneros. Só não gosto do fato de não conseguir encontrar um foco (algo mais específico; como objeto, já está praticamente certa a Internet) em meus interesses de estudos.

Nota mental: É mais divertido apresentar trabalho do que participar da comissão de organização. Acho (tenho certeza de) que eu teria aproveitado o evento bem mais se tivesse apresentado trabalho.

Hoje, quinta-feira, de volta à rotina, não tive mais desculpas para faltar às aulas do Direito. Tenho negligenciado demais esse curso ultimamente…

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the Konstrukt

A partir de amanhã os brasileiros poderão contar com uma
revista digital mensal em português com as últimas novidades sobre o Second Life. A iniciativa é da Verbeat, uma “não-organização, não-lucrativa, não-governamental” que se propõe a fomentar a comunicação, a arte e a cultura no ambiente digital.
O pessoal da Verbeat está sempre de olho nas novas tendências da Internet. Em 2005, eles fizeram uma pesquisa que procurou mapear os usos e costumes da blogosfera brasileira. Desde 2003, a página também funciona como um condomínio de blogs, um espaço que reúne blogs interessantes sobre os mais variados temas.
A próxima novidade deles, com lançamento oficial previsto para amanhã, é a versão em português da revista the Konstrukt. Para quem não sabe, a Konstrukt é uma revista mensal sobre Second Life, produzida na Suécia, escrita em inglês, e que se propõe a ser um veículo de conteúdo especializado sobre o ambiente virtual do SL. O conteúdo pode ser acessado gratuitamente em pdf, e a partir de hoje já é possível baixar a edição especial em português da revista. Mas os investimentos da Verbeat no universo do SL não param por aí: prepare-se para muitas outras novidades em breve no inversus, o espaço do portal dedicado a metaversos em geral.
Aliás, já aproveito o post para perguntar: alguém aí costuma usar regularmente o Second Life e teria aventuras para relatar? Se sim, entre em contato.

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Celacom 2007

Correria básica por conta do Celacom 2007. A “programação” deste blog deverá voltar ao normal a partir de amanhã, com a lista dos 5 thinking bloggers, e pelo menos algum comentário sobre o evento 😛
Acho que nunca antes tinha feito tantas vezes em tão pouco tempo o trajeto fac. direito – campus I – campus II.

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Brasileiros na blogosfera

De acordo com um levantamento realizado pelo Technorati, apenas 2% da blogosfera fala português. Isso não parece ser lá muito compatível com o fato de que os brasileiros* costumam ficar mais tempo na web que os internautas de outras nacionalidades. Uma possível explicação é o fato de que o brasileiro usa a Internet predominantemente para despesa improdutiva: bate-papo, jogos online, enfim, a palavra-chave é a diversão. Não é à toa que somos campeões de uso do Orkut, uma rede social cuja finalidade principal é bisbilhotar dados sobre a vida alheia. Outra explicação é a dada por Fábio Flaschart, em entrevista ao G1: o brasileiro usa a Internet de forma passiva. Não se teria, segundo ele, o costume de usar a rede como ferramenta de expressão – os brasileiros a utilizariam para resolver problemas imediatos, para conversar, e, no máximo, para ler alguma coisa (se é que alguma coisa é efetivamente lida). O resultado é uma presença pouco significativa do português na blogosfera, e possivelmente uma grande quantidade de blogs que nem ao menos são lidos.

* abstraindo o fato de que há pessoas de outra nacionalidade que também falam português.

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Código Penal dos Estudantes de Direito

Induzimento, instigação ou auxílio ao alunicídio
Art. 122. Induzir ou instigar alguém a cometer alunicídio ou prestar-lhe auxílio para que o faça.
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos se o alunicídio se consuma; ou reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, se da tentativa de alunicídio resulta lesão corporal de natureza grave.

Parágrafo único. Entende-se por alunicídio o suicídio cometido por aluno durante ou após a realização de uma prova, ou no momento de recebimento da nota. Como o suicídio em si não é punível pela legislação brasileira, o alunicídio também não o é – apenas é apenado aquele que, valendo-se do estado depressivo no qual se encontra o aluno, contribui para que esse vá em frente e pratique o atentado contra a própria vida.

Mestrecídio
Art. 123. Matar, sob a influência do estado puerproval, o próprio professor, durante a prova ou logo após:
Pena – detenção, de 2 (dois) a 6 (seis) anos.

Parágrafo único. Entende-se por estado puerproval a alteração psíquica provocada pela realização de provas complexas e mal-elaboradas que levam o aluno ao estado alucinante de não entender nada e tomar atitudes incompatíveis com sua personalidade normal. Também é abrangido por esse conceito a chamada depressão pós-prova (DPP).

Dispositivos equivalentes no Código Penal Brasileiro “normal” – artigo 122, auxílio ao suicídio, e artigo 123, infanticídio.

* Piada interna.

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Termos jurídicos absurdos, parte 2

Outrem é alguém que só existem no mundom jurídico.

Utilidades práticas:
– A Maria me ligou?
– Tocou o telefone, mas acho que era outrem.

– Então quer dizer que o safado do Carlos estava com outra? Era a Lúcia, só pode!
– Tenho certeza de que não era a Lúcia, era outrem.

– Você pode me ajudar?
– Agora não posso. Melhor você pedir ajuda a outrem

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Sem água

Data de eleição do novo síndico do prédio. Torneiras sem água, caixa d’água vazia. Alguma chance de reeleição?

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Thinking Blogger Awards

Estou me sentindo uma blogueira de verdade. Não que antes eu fosse uma blogueira de mentira (se é que isso é possível), mas hoje eu me sinto mais blogueira que ontem. O motivo: a Tina, do Universo Anárquico, achou que eu era digna de receber o Thinking Blogger Awards, que é uma espécie de meme pela qual cada blogueiro deve elencar os cinco blogueiros que o fazem pensar, e esses, por sua vez, devem enumerar outros cinco blogueiros que os fazem pensar, e assim por diante. A Tina recebeu da Daniela Mann, lá de Portugal. Se a brincadeira der certo, poder-se-á chegar a um ponto em que todo mundo terá recebido, em algum momento, a premiação.
Mas, o que importa é que meu blog faz alguém pensar. E se consigo fazer (pelo menos) uma pessoa pensar, isso significa que no futuro eu talvez tenha chance de conseguir contribuir para melhorar o mundo! (Okay, sem exageros :P). Pelo menos o prêmio vai servir como estímulo para ir mais longe 🙂
Detalhe: reparem no nível dos outros indicados pela Tina.

Bom, segue abaixo o selo da premiação.

E prometo que até o final da semana postarei aqui a lista dos meus cinco indicados para passar o meme adiante 🙂

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O estranho mundo dos links

Virei autoridade instantânea para distinguir Coca Zero e Pepsi Max. Tava achando estranho os índices anormais de visitação no meu blog no dia de hoje, até que descobri o motivo.
Detalhe: só fui provar a Coca Zero esta semana.

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Termos jurídicos absurdos

Da série… “palavras jurídicas absurdas com pouca utilidade na vida prática”

Palavra do dia:

Esbulho – diz-se da tomada violenta, clandestina ou precária da posse de um bem pertencente a outrem sem o consentimento deste. Pelo esbulho, o proprietário originário não perde a propriedade (direito sobre o bem), apenas a posse (relação de fato, exercício do direito de propriedade). Seria mais ou menos assim: se tenho uma casa (propriedade) e não há ninguém morando nela por um determinado período de tempo (ex.: casa de praia no inverno), uma pessoa pode invadir a casa e lá estabelecer sua residência (nesse caso, terá sido de forma clandestina). Aí se diz que essa pessoa esbulhou a posse da casa.

Propostas de utilidade na vida prática:

Quando alguém pegar sua caneta sem pedir emprestado, você pode dizer:
Ele me esbulhou!

Se sua bic sumir sem que você saiba quem a tomou de você:
Fui esbulhado!

Se você pede algo emprestado, a pessoa nega, você pode ameaçá-la:
Vou te esbulhar, desgraçado!

O interessante é que a palavra é tão feia que o simples fato de pronunciá-la já praticamente equivale a emitir um xingamento – economia de palavras, portanto. Vê-se, assim, o quanto incorporar o termo jurídico “esbulho” ao dia-a-dia pode ser uma maneira bastante prática de poupar saliva. Em tempos de escassez de água, falar menos significa contribuir para atenuar os efeitos do aquecimento global. Usar a palavra esbulho é uma atitude ecologicamente correta.

E você, já esbulhou alguém hoje?

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