All posts by Gabriela Zago

Prefácios

Eu devo ser uma das poucas pessoas neste mundo que ainda lê prefácios de livros. Na verdade, leio tudo que vem junto com o livro: da contracapa ao textinho (basicamente, dados sobre a obra) que vem no verso da folha de rosto. Ás vezes é possível descobrir coisas interessantes ao se ler os dados referentes à catalogação da obra, como a área do conhecimento ou o público a que se destina.
Mas desta vez peguei um manual jurídico, e achei que não faria sentido ler o prefácio. Afinal, o que eu poderia encontrar de interessante num prefácio de um manual sobre Direito Internacional? Um colega meu, ainda mais tarado por prefácios que eu, resolver lê-lo mesmo assim. E sugeriu que eu desse uma olhada também. O prefácio (melhor: os prefácios) desse livro são particularmente interessantes. No mínimo, servem para despertar a curiosidade do leitor.
Trata-se da obra “Curso de Direito Internacional Público”, de Celso D. de Albuquerque Mello. O livro é gigantesco, e dividido em dois volumes. No total, são mais de 1700 páginas. É realmente uma quantidade de textos imensa – e eu fui forçada a ler praticamente tudo ao longo deste ano para a cadeira de Direito Internacional Público, mas isso não vem ao caso. Faltam cerca de 200 páginas – que preciso ler até sexta-feira.
O bom desse livro é que, com tantas páginas, ele acaba sendo extremamente completo. Praticamente tudo referente ao Direito Internacional é contemplado pelo autor, num rigorismo e detalhamento de fatos incrível. O único problema é que a informação costuma ser um pouco “jogada”. Às vezes há repetição de um mesmo fato (quase com as mesmas palavras, mas com pequenos acréscimos) dentro de um mesmo capítulo, ou então blocos gigantescos de informação que são desmentidos linhas após em outros blocos gigantescos de informação. Essa caoticidade incomoda um pouco, mas não chega a prejudicar a qualidade da informação. E a explicação para o problema está nos prefácios. A seguir, reproduzo alguns trechos dos prefácios (fora o prefácio inicial, assinado por M Franchini Netto, que é mais sério). O próprio autor do livro fez questão de escrever breves linhas introdutórias para cada nova edição de sua obra – que já está na 15ª edição – a 1ª edição é de 1967. Divirtam-se 🙂

Prefácio da 2ª edição
“Nesta edição, fizemos uma revisão e atualização da anterior, acrescentando várias páginas” (1969)

Prefácio da 4ª edição
“Nesta nova edição fizemos uma revisão e atualização do livro, levando em consideração as transformações ocorridas no DIP no decorrer dos últimos anos” (1973)

Prefácio da 5ª edição
“Procuramos, mais uma vez, rever e atualizar o livro. Esperamos algum dia poder reescrevê-lo a fim de dar maior unidade e clareza” (1975)

Prefácio da 6ª edição
“Esta é mais uma edição revista, ampliada e atualizada. Não tive ainda o vagar necessário para reescrever o livro como é minha intenção” (1978)

Prefácio da 7ª edição
“Posso repetir as palavras da 6ª edição. Os defeitos do livro estão se agravando” (1982)

Prefácio da 8ª edição
“Mais uma vez revimos e atualizamos o livro, sem contudo o reescrever, como deveríamos fazê-lo” (1985)

Prefácio da 9ª edição
“É o mesmo da edição anterior. (…) A intenção do autor era nunca mais publicar a presente obra, mas a necessidade financeira o obrigou a proceder de modo diverso. Esta é uma edição exclusivamente com fim mercenário. Peço ao Editor e alunos que me perdoem” (1991)

Prefácio da 10ª edição
“Tudo igual, mais uma vez revimos e atualizamos o livro” (1994)

Prefácio da 11ª edição
“Como sempre, revimos e atualizamos o livro, sem, contudo, reescrevê-lo como deveria ser feito. O tempo e o dinheiro são curtos. O que conduz a esta nova edição. A grande vantagem do prefácio é ele não ser lido e pelos alunos é totalmente ignorado” (1997)

Prefácio da 12ª edição
“Como sempre fizemos uma pequena revisão e alteração. (…) O maior desejo do autor é ter condições financeiras para poder matar esta obra. Ela já deu o que tinha que dar” (1999)

Não tenho os demais prefácios porque o livro que consegui na biblioteca da faculdade era da 12ª edição (crítica sutil à ausência de recursos da universidade). Mas com certeza os demais prefácios devem seguir a mesma linha 😛 O autor, infelizmente, faleceu em 2005.
Ah, e com certeza o autor devia ganhar bastante dinheiro com a obra, já que os dois volumes da edição de 2004 (a última) saem por pelo menos 250 reais (e já está esgotada, em praticamente tudo quanto é lugar).

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NaNoWriMo – dia 15, semana 3


Não consegui cumprir a meta parcial na minha NaNoNovel. Era para eu estar com 25 mil palavras hoje (dia 15, metade do mês, metade do texto). Mas não consegui passar de 22 mil e 400. Fica difícil inventar histórias mirabolantes quando se está em semana de provas em duas faculdades concomitantemente 😛 No dia da prova de penal, por exemplo, eu inventei na minha história um código penal para crimes temporais. Tenho prova de Administrativo na sexta. Posso acabar transformando a máquina do tempo em um serviço público explorado sob regime de concessão, na forma de consórcio…
O bom é que nos últimos dias de novembro eu estarei parcialmente em férias, e provavelmente sobrará mais tempo para me dedicar a minha história absurda 🙂 Já não sei mais o que inventar, e o mais legal de tudo é que ainda não aconteceu absolutamente nada nessas 40 páginas iniciais de texto… 😛

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Democracia digital?

Os resultados da 2ª Pesquisa Sobre Uso da Tecnologia da Informação e da Comunicação no Brasil – TIC Domicílios 2006, divulgada na quarta-feira pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil indicam que 66,68% dos brasileiros com mais de 10 anos de idade (o que perfaz um total de 102 milhões de pessoas) nunca acessaram a Internet. Destes, 83 milhões nunca sequer tiveram acesso a um computador. Apesar dos números alarmantes, o número de residências conectadas à Internet no Brasil cresceu para 14,5% em 2006 (eram 13% em 2005). Em suma, o acesso está se disseminando aos poucos. A Internet ainda não tem uma presença massiva como o rádio e a televisão, mas nada impede que daqui algumas décadas ela até mesmo consiga ultrapassar os meios tradicionais (tudo depende da queda dos gastos com equipamentos e de uma política governamental de combate à infoexclusão – em tese, já se está dando os primeiros passos nesse sentido, como no caso do programa PC para Todos).
Assim, pode-se dizer que em termos de acesso, a Internet não é um meio democrático… ainda. Mas, em termos de participação, ela está em vias de se tornar cada vez mais democrática, no sentido de que os sites costumam se utilizar da inteligência coletiva (a soma dos conhecimentos de todos os usuários) para produzir conteúdos cada vez mais completos e diversificados. Assim, cria-se uma certa ilusão de democracia. A rede é “democrática” para aqueles que já acessam, visto que qualquer um pode dispor das ferramentas para criar e publicar conteúdo. Mas aqueles que ainda não acessam a Internet formam uma imensa massa de excluídos – e estes indivíduos não devem ser desprezados; pelo contrário: devem se buscar formas de incluí-los.

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NaNoWriMo – dia 12, semana 2

Com tanto trabalho e prova no mês de novembro, fica difícil de me dedicar à minha “novela“. Já era para eu estar com pelo menos 20 mil palavras escritas. Definitivamente, não vai dar tempo de acabar a história até o final do mês. (De qualquer modo, não custa nada tentar…)
O texto está cheio de incoerências internas, erros básicos de digitação, e principalmente com muita, mas muuuiita mesmo, muitíssima enrolação. Mas tudo bem. O objetivo é escrever 50 mil palavras em novembro, não interessa a qualidade. Depois posso aproveitar o tempo de férias para “maquiar” o texto (deixá-lo com cara de história e com sentido). Enquanto isso, a saga continua.

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Recadinhos de papel na era digital

Interessante a estratégia de marketing promovida pela Staedtler Austrália para divulgar a linha de lápis da empresa. No site “Take Note” é possível escrever digitalmente pequenos bilhetes a lápis em pedaços de papel para enviar pelo correio, sem custo algum. A pessoa digita o recado, e o site se encarrega de escrevê-lo à mão e encaminhá-lo pelo correio. O serviço está disponível apenas na Austrália. Dá para enviar o bilhete para amigos, para si mesmo, ou para algum estranho/desconhecido. Mandei algumas mensagens idiotas de teste para pessoas desconhecidas. Espero que elas recebam 🙂
O espaço para redigir o recado é minúsculo. Mesmo assim, a idéia não deixa de ser interessante, ao resgatar um pouco um pouco desse lado de escrever bilhetinhos à mão e de mandar mensagens pelo correio. Na página há até uma galeria com os recados mais legais já enviados. Apesar da finalidade comercial do site, seu objetivo é realmente interessante, pois no meio de tanta frieza e distância propiciada pela Internet (paradoxalmente, dizem que estamos cada vez mais próximos uns dos outros) o site consegue resgatar um pouco dos valores que foram parcialmente perdidos com o advento da era digital.
A Staedtler é uma marca de origem alemã mas com presença mundial que fabrica instrumentos para escrita e desenho. Com uma produção anual de 360 milhões de lápis de madeira na fábrica alemã, a Staedtler é a maior fabricante européia de lápis preto e colorido.
Encontrado via StumbleUpon.

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(Des)controle da Internet

Predominou o bom senso e o projeto que previa algumas alterações absurdas (outras nem tanto) na forma de funcionamento da Internet no Brasil foi retirado da pauta de votação desta semana do Senado.
Mas, a título de diversão, vale a pena conferir esta página, que explica detalhadamente (inclusive com ilustrações) como funcionaria a Internet caso o projeto do senador Eduardo Azeredo fosse aprovado. (Via w1zard.com).

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Controle da Internet

Está marcada para amanhã na Comissão de Constituição e Justiça do Senado a votação do projeto de lei, de autoria do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que, dentre outros pontos, cria a obrigação de se poder identificar os usuários de Internet (com nome, endereço, telefone, identidade e CPF) em situações de interatividade, como no envio de e-mails e na troca de mensagens instantâneas. A polêmica reside no fato de que isso acabaria totalmente com a privacidade na rede, além de poder obstar o processo de inclusão digital. Teme-se ainda que esses dados (cuja responsabilidade de armazenamento caberia aos provedores de Internet) sejam usados para outros fins que não a apuração de irregularidades na rede. Outros pontos do projeto incluem a criminalização de certas condutas virtuais (como a propagação de vírus, ou a violação de banco de dados), a possibilidade de prisão preventiva em crimes digitais (para isso, seria preciso alterar dispositivos dos Códigos Penal e Militar), e o aumento das penas para crimes de calúnia, difamação, e uso de outra identidade, quando praticados via Internet.

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Rotavírus

Depois que todo mundo da face da Terra já teve a doença, eis que chega a minha vez de pegar o rotavírus. Fora o fato nada animador de que esta doença não possui tratamento (apenas alívio dos sintomas) e que o vírus tenha como “público-alvo” crianças menores de 5 anos, até que não foi tão ruim assim. As primeiras 24 horas são terríveis, dá vontade de se libertar do corpo, arrancar essa carcaça que não funciona e trocar por uma outra mais ativa. Mas depois passa. Depois de 250ml de soro, mais alguns remedinhos na veia, já estou quase de volta ao normal 🙂
Fiquem abaixo com o texto jornalístico que fiz para Redação I na faculdade. Ele foi escrito em setembro, quando a onda de pessoas contaminadas com o vírus ainda era grande. E não reparem nos meus “entrevistados” (minha irmã mais velha e meu colega de aula) 😛 São fontes confiáveis, apesar de tudo 🙂


SAÚDE
Aumenta o número de casos de rotavírus na região
Vírus que costuma atacar predominantemente crianças menores de cinco anos vem atingindo adultos e se alastrando rapidamente pela cidades da metade sul

Nas últimas semanas, o número de casos de pessoas infectadas com o rotavírus aumentou consideravelmente na região de Pelotas. Esse aumento é devido ao fato de que a doença, por ser viral, é transmitida facilmente. A fácil disseminação pode estar contribuindo para transformar o vírus em uma verdadeira epidemia.
As pessoas estão sendo contaminadas, mas não sabem os motivos que as levaram a contrair o vírus, nem o que fazer para evitar o contágio. Muitas vezes não sabem nem ao menos que se trata de uma virose.
A incidência do rotavírus é normal nesta época do ano. Entretanto, a alta quantidade de casos é atípica. Segundo Alethea Zago, 28 anos, médica do Hospital Escola UFPel e do Pronto Atendimento Unimed, esse alto número de casos em um curto espaço de tempo caracterizam uma “epidemia”.
O rotavírus é um vírus com aspecto de roda que é o principal causador de diarréia em crianças menores de cinco anos em todo o mundo. Sua transmissão se dá pela vira fecal-oral, por água ou alimentos, ou por contato direto entre as pessoas ou objetos contaminados. Por conta disso, ele costuma se espalhar em creches ou escolas. Quando uma criança é infectada, todas as demais que convivem no mesmo ambiente acabam ficando suscetíveis a ter o vírus.
A incidência do rotavírus costuma ser alta nos meses de primavera. O rotavírus, diferentemente de outros vírus, permanece vivo por mais tempo no ambiente e é mais resistente, o que torna a sua proliferação mais fácil.
O que há de incomum na recente epidemia na região de Pelotas é que o vírus vem atingindo muitos adultos, o que não costuma acontecer em períodos normais de incidência da doença.
Os sintomas são variáveis. Vão desde um quadro leve, com diarréia líquida e duração limitada, a quadros mais graves, que incluem desidratação, febre, vômitos e cólicas. Também podem ocorrer sintomas respiratórios, como obstrução nasal, coriza, dor de garganta e tosse seca. É possível ainda que o vírus sequer manifeste qualquer sintoma.
O estudante Lucas Lorea Gonçalves, 20 anos, conta que, durante os sete dias que esteve com a doença, sentia indisposição estomacal, dor nas costas, falta de apetite, além de apresentar vômitos e diarréia. “De certo modo, a doença prejudicou meus afazeres, pois sair de casa era um problema dada a inconstância da diarréia e do vômito. A dor também incomodava um pouquinho”, disse ele.
Apesar do incômodos, não há tratamento para o rotavírus. “Só alívio dos sintomas”, informou Zago. As medidas que podem ser adotadas para a melhora incluem repouso, remédios como antieméticos (para náuseas e vômitos) e analgésicos (para dor) e a adoção de uma dieta mais leve por conta dos vômitos. Zago recomenda ainda a ingestão de “pequenas porções de alimentos, várias vezes ao dia”. Também é recomendável beber muita água e soro caseiro. É o que fez Gonçalves: “procurei manter-me hidratado bebendo bastante líquido”.
Como todo vírus, é difícil evitar o contágio. Para prevenir a contaminação por rotavírus, resta apenas seguir as normas padrões de higiene, como lavar as mãos e controlar a qualidade da água e dos alimentos. E evitar o contato com pessoas contaminadas.

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Emagreça com saúde

Taí a primeira corrente do Orkut da qual realmente tive vontade de participar:

Galera, vocês cansaram de receber aquele scrap emagreça com saúde dormindo? Porque eu já cansei de receber isso, porra! (Não é uma questão pessoal e sim uma questão de encher a porra do saco!)
Já que eles ficam fazendo spam no nosso scrapbook, o que vocês acham da gente fazer SPAM NO EMAIL DA LOJA DELES? Quem concordar comigo, cola a mensagem abaixo e envie para polobras22@yahoo.com.br
Pode deixar que assim que eles mudarem o email da loja, eu envio uma nova mensagem com o novo email deles! Vamos ver agora quem cansa primeiro! Hohoho.. (6)

Para: polobras22@yahoo.com.br
Assunto: Dúvida/ Pergunta / Ajuda (VARIEM ESSE ASSUNTO!)
Mensagem: Por favor, gostaria de exibir minha reclamação quanto aos perfis falsos que essa empresa está fazendo no site orkut, e enviando scraps de propaganda não solicitados (SPAMS) aos usuários do orkut. Espero que alguma providência seja tomada quanto a isso, senão acionarei o PROCON. Grato.

Aquelas mensagens de spam no scrapbook do Orkut dando dicas de como emagrecer com saúde já estão começando a incomodar! 😛
Já os spams em comunidades finalmente estão começando a ser controlados com a possibilidade de acrescentar mais moderadores às comunidades.
Sou só eu, ou alguém mais acha que o Orkut está em franca decadência (mais ou menos desde julho ou agosto do ano passado)?

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Horário de verão

O governo está prestes a nos tomar uma hora de nossas vidas para nos devolver só lá em março, sob a pretensa desculpa de economizar energia. Isso não pode ficar assim. Essa hora vai me fazer falta agora em novembro!

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