A arte de calcular o troco

Operações matemáticas simples qualquer um pode fazer. Desde a tenra infância nos ensinam a somar e a subtrair quantias simples, e, à medida que vamos assimilando essas operações mais simples, vão nos ensinando outras um tanto mais complexas. Mas, de uma maneira geral, todo mundo sabe, por exemplo, efetuar somas e subtrações com os números de 1 a 10, e, por simples analogia, não deve achar muito difícil multiplicar as dezenas exatas (visto que nada mais são que os números naturais pequenos até dez acompanhados de um zero ao lado).

A competência de somar e diminuir, embora pareça abstrata e sem sentido quando nos ensinam na escola, tem bastantes aplicações práticas na vida cotidiana. Usam-se operações básicas em inúmeras situações, que vão desde calcular a quantidade de comida para um determinado número de pessoas, até a capacidade para lidar com o dinheiro.

Saber manusear o dinheiro é particularmente importante. Somente sabendo como somar e diminuir, como acrescentar e retirar valor hipotética e abstratamente, é que se pode garantir que não sejamos enganados na hora de, ao pagar uma conta, receber o devido troco.

Se a conta é de R$7 e damos uma nota de R$10, o corolário lógico é esperar por três notas de R$1, ou uma nota de R$1 acompanhada de outra de R$2 como troco. Do mesmo modo, ao se pagar R$70 com uma nota de R$100, espera-se receber R$30 de troco. Nosso cérebro já está tão acostumado com esse tipo de cálculo simples que o faz automaticamente. Pagamos e recebemos o troco instintivamente. Ás vezes, quando estamos mais atentos, podemos perceber que o atendente, mais desatento que nós, errou na conta. Para mais ou para menos (se bem que quando erram para mais a gente geralmente não reclama… culpa do jeitinho brasileiro). Então, principalmente quando o troco é dado errado para menos, reclamamos, e, muitas vezes sem que tenhamos que insistir muito, o estabelecimento comercial acaba nos dando o valor que alegamos ser-nos devido por direito. Simples assim. Depois de tudo resolvido, podemos sair de lá nos vangloriando por dominarmos as quatro operações básicas.

Mas isso não foi o que uma consumidora gaúcha pensou recentemente ao pagar uma conta numa loja de utilidades domésticas no Rio Grande do Sul. Com o objetivo de facilitar o troco, ela usou uma nota de R$50, outra de R$5 e uma terceira de R$1 para pagar uma conta de R$25,53. A atendente do caixa, julgando ter recebido uma nota de R$20 ao invés de R$50, deu apenas algumas moedas como troco para a consumidora. Indignada, a moça exigiu o restante do dinheiro. Depois de alguma insistência, o gerente da loja pagou o que faltava, e o equilíbrio financeiro foi restabelecido.

Não satisfeita (e talvez achando-se esperta e superior por ter a reles capacidade de calcular o troco), a consumidora resolveu entrar na Justiça contra a loja, alegando danos morais. Pior para ela: em um julgamento talvez inédito, o Tribunal de Justiça gaúcho classificou como “mero dissabor” o fato de receber o troco incorreto em um estabelecimento, e, por isso, a consumidora não teria direito à indenização por dano moral, visto que, ao menos em tese, não houve dano algum.

Resultado: além de não receber indenização alguma, a indignada consumidora ainda teve que arcar sozinha com as custas de um pesado processo judicial (de valor bem superior aos R$30 reais que originalmente tinham-lhe negado como troco no estabelecimento comercial…).

Ou seja: saber calcular o troco é uma arte, e nos ajuda a defender dos possíveis abusos intentados pelos inescrupulosos caixas de lojas estabelecimentos comerciais que pretendem ganhar um troquinho extra às nossas custas. É preciso ser esperto para não ser enganado. Mas processar a loja por se enganar no troco é absurdo.

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6 thoughts on “A arte de calcular o troco

  1. OPA.. TROCO = MATEMÁTICA = ECONOMIA!!! xD.. aheuaheuhuhaeuhaeuhae

    Como diz meu pai.. “Todo mundo é muita gente!!!” x).. Eu acho q eles devem achar MUITO fácil, pq não achar MUITO difícil é estranho!!! :P.. ehehehehe
    E só por curiosidade.. vc começa dizendo de “1 a 10” e depois “números naturais ‘pequenos’ até dez acompanhados de um zero ao lado”? o.O.. 2-0 (ao lado), vai para 20, o qual é maior do que 10 (pq vc diz “até dez”).. Não entendi o q vc queria dizer com isso!!! xP
    Desculpa, mas hoje eu acho q acordei para implicar.. Hehehehehhe.. continuando… Eu aprendi na escola essas “operações matemáticas simples” com aplicações práticas na vida cotidiana, claro que de maneira hipotética, como “Maria tem 5 maças e te dá uma, você fica com?”.. bem prático, não?! :).. VOCÊ FICA CONTENTE, É CLARO!!! \o//.. aehauehuaehhaehaeuh
    A maneira que vc abordou sobre o pagamento de contas, é interessante, mas nem sempre é instintivamente, levando a esses exemplos, sim, é instinto, mas se ela te paga com várias moedas de 10, você irá contar e as vezes re-contar para confirmar! 😉
    AGORA… quando te dão troco a mais e vc não volta para devolver, dando a desculpa do “jeitinho brasileiro”.. bom, é uma maneira sua, só não diga q é nossa!!! xD… ahahahahahahahahha.. brincadeira, mas as vezes eu fico no “jeitinho”!!! =X.. ehehehehe.. OLHA A CORRUPÇÃO!!! 😛
    Não entendi também como soma e subtração (troco a mais ou a menos) podemos sair do estabelecimento “vangloriando por dominarmos as QUATRO operações básicas”??? Não são duas?! :D.. eheheheheheh.. cadê a soma?! 😛
    A história da mulher é de querer se dar bem e acabou se dando mal.. ;D
    E para terminar.. os caixas são seres humanos.. as vezes eles podem simplesmente ter errado, não?! Para que condená-los?!
    Calma.. calma.. x)
    Fico por aqui.. já escrevi d+++.. eeheheheh

    Beijossss..

  2. Hehehe…
    Bom.. não achei outro modo de me referir às dezenas. Mas é que, sei lá, é o mesmo raciocínio que precisa ser empregado para fazer o cálculo de 3 + 7 ou 30 + 70.
    Então.. na escola a gente aprende de maneira hipotética… Mas no cotidiano podemos aplicar de forma “prática prática”. 😀
    Quanto ao instintivo, por isso que insisti em operações básicas (aliás, são duas mesmo… ninguém precisa saber multiplicar e dividir para calcular um troco simples) e nos números até 10, e nas dezenas – porque são mais simples 😛
    Então. Os caixas são seres humanos e podem errar. Foi isso que a decisão judicial, bem ou mal, acabou reconhecendo ;P 😉

  3. isso acontece direto.
    Esses dias fui pagar um sorvete era de 6 reais, eu dei uma nota de 10 e uma de 1.
    A mulher quase me xingou, isso porque tinha uma placa facilite o troco.
    Eu só esperava receber uma de simples nota de 5reais!

  4. jose ,juca e tadeu sairam para almoçar ,o valor da conta foi 30 reais dividido para os 3 a conta deu 10 reais para cada,como eram clientes antigos tiveram um desconto de 5 reais no valor total da conta.o garçon do troco de 5 reais retirou 2 reais e entregou 1 real para cada,sendo assim cada um pagou 9 reais multiplicados pelos 3 a conta sai a 27 reais mais os 2 reais que o garçon retirou soma-se 29 reais .Para onde foi o outro 1 real.pode me responder?

  5. Como Operador de Caixa, eu vos digo:
    Somos seres humanos também propícios a erros ! Ainda que lidamos com o dinheiro dos outros, correndo o risco de sermos assaltados, caluniados, receber cédulas falsas e o famoso “quebrar o caixa”, é meus amigos, é da natureza humana nem sempre se colocar no lugar dos “inescrupulosos caixas”.
    Eu mesmo reclamava os 0,02 centavos que eles não me pagavam com 0,05 centavos, porque né ? Um cliente lida com um caixa enquanto que um caixa lida com váaaarios clientes, imagine aí, eu pagar 0,05 centavos para todo mundo e no final do dia faltar um dinheirinho, que eu vou ter que pagar, quanto terei pago no final do mês ?!
    Fora os clientes abusados, poxa, eu sou um empregado, não dito as regras e nem os preços do estabelecimento…

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