Papel, caneta e uma boa história para contar

Na edição de fevereiro do Carnival of Journalism (projeto que inspirou a criação da Ciranda de Textos), o estudante de jornalismo britânico Dave Lee sugeriu, em seu blog no Press Gazette, uma lista de equipamentos que deveriam constar no bolso de qualquer estudante de Jornalismo. A proposta era apresentar uma lista básica de ferramentas que um estudante deveria ter e carregar consigo sempre. De forma sintetizada (não deixe de visitar o post para conhecer os argumentos), os itens seriam o seguintes:
– Papel e caneta
– Celular
– Gravador de áudio
– Câmera digital
Na ocasião, cheguei a fazer um comentário ao post sugerindo que um bom celular com recursos de imagem e vídeo poderia substituir pelo menos a necessidade de uma câmera digital (e talvez até o gravador de áudio), desde que a câmera do celular tivesse uma qualidade razoável – o que traria ainda como vantagem a possibilidade de se enviar fotos direto do celular para o Flickr Móvel, ou então enviar vídeos por MMS para o YouTube.
Mas um post de ontem no Atrium resgata a discussão e põe de uma forma bem mais clara o que realmente importa para o estudante de jornalismo jornalista: ter o que dizer, independente de poder contar com dispositivos tecnológicos de última geração. A grande questão não é só carregar dispositivos técnicos e aparatos mirabolantes, mas sim carregar equipamentos que efetivamente irão ser utilizados. O meio não é a mensagem. De nada adianta levar sempre a tiracolo uma câmera de última geração se não se souber como contar histórias por imagens… Ou, como colocou Luis Santos, no Atrium, “O determinante é o que fazemos com as coisas…e não a sua simples existência”.
… mas, é claro, ter o costume de carregar sempre os equipamentos necessários é extremamente útil – afinal, nunca se sabe quando se estará diante de algum fato com interesse jornalístico (ou blogosférico, ou pitoresco, ou inusitado…). Pelo menos o papel e a caneta, para todas as situações, são indispensáveis 😛

5 thoughts on “Papel, caneta e uma boa história para contar

  1. Gosto da escola do Capote. Sem gravador, sem bloquinho, só com a memória. Equipamentos intimidam entrevistados e prejudicam uma boa cobertura no sentido de tirar o foco do que realmente interessa para tomar notas, gravar ou filmar – ou tudo isso de uma vez. Salvo casos onde é necessário registrar para evitar erros que levem a processos judiciais, sou a favor do sujeito não usar nada. Puxa uma cadeira e simplesmente converse com o entrevistado. E digo isso sendo eu dono de uma memória péssima… 😀

  2. Confesso que odeio gravador :/ Mas minha memória não é lá muito confiável – é mais seguro poder contar com papel e caneta, ainda que seja para tomar nota logo após o final da entrevista 🙂

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