
Quer saber alguma coisa? Pergunte a 500 pessoas espalhadas ao redor do mundo!
O Ask 500 People é uma ferramenta baseada na “sabedoria das multidões” (Surowiecki, 2004). A idéia é permitir que qualquer um faça uma enquete descentralizada em instantes. Você cria a pergunta, estabelece as opções de resposta, e, se a questão for considerada relevante pela comunidade, ela será feita a 500 100 pessoas (a versão beta é limitada a 100 respondentes) de todas as partes do mundo. E ainda é possível acompanhar, em tempo real, as respostas dadas, em um mashup construído sobre um Google Map.
E qual é a mágica por trás disso? A mesma pergunta é veiculada em 75.000 sites ao mesmo tempo, permitindo que se obtenha a resposta em poucos minutos.
Fiz uma pergunta teste ontem. Hoje pela manhã ela foi ao ar (recebi um e-mail avisando alguns minutos antes, para caso quisesse acompanhar a votação ao vivo) e o resultado pode ser conferido neste endereço.
A parte interessante é que os demais usuários do Ask 500 votam nas perguntas, para que elas sejam colocadas no ar (em um sistema de pontuação a la Digg). E eles também podem deixar comentários. Por exemplo, o usuário kkkkkrissss ressaltou o fato de que uma das alternativas para a minha pergunta era, na verdade, uma contradição total. (E pior que é mesmo!)
A pergunta
Let’s be honest: do you always tell the truth when answering online polls?
As alternativas, e respectivos resultados:
Yes, of course. Why would anybody lie on polls? (61 votos)
Um… most of the time. (33 votos)
Nope, I lie all the time. (6 votos) [eis o paradoxo da minha pergunta: alguém que efetivamente mente, irá sempre responder “sim, sempre digo a verdade”, o que faz com que os resultados da enquete percam qualquer relevância prática :P]
Distorções inevitáveis
Reparem no mapa [imagem que ilustra o post] que a esmagadora maioria das pessoas que responderam à pergunta estão localizadas na Europa ou na América do Norte. Há bem menos respostas provenientes da América do Sul, da Ásia, da Oceania ou da África.
Mesmo assim, com as devidas adaptações, a ferramenta pode se tornar interessante, inclusive para a prática do jornalismo.