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Twitter em explicação básica

Sabe quando você tem algo legal a dizer, mas não tão legal a ponto de render um post, ou não tão relevante a ponto de se contar em um e-mail? Para essas situações, tem-se o Twitter!

Link para o vídeo. Se alguém quiser ajudar com as legendas, siga aqui. Se preferir, veja mais vídeos do Common Craft Show.
Via Dossiê Alex Primo.

Em tempo: não deixem de acompanhar também o blog Twitter Brasil 🙂

Por que o Twitter vicia?

Howard Rheingold, autor, dentre outros livros, de Smart Mobs, fez uma lista dos motivos pelos quais ele gosta do Twitter, meio que tentando explicar por que o Twitter vicia. De forma sintetizada, esses motivos seriam:
A abertura (qualquer um pode acessar, seguir e ser seguido – embora seja possível restringir suas atualizações para apenas conhecidos, pouca gente efetivamente faz isso), o imediatismo (as informações fluem o tempo todo), a variedade (os assuntos tratados são os mais diversos, e vão de política a tecnologia, de fofocas a notícias, de trivialidades do dia-a-dia a experiências de produção literária em 140 caracteres, etc.), a assimetria (Rheingold chama a atenção para o fato de que muito pouca gente segue exatamente as mesmas pessoas que as seguem), o fato de que o Twitter pode ser utilizado como um canal de comunicação com vários públicos (no sentido de que é possível usá-lo para divulgar informações aos seguidores, como posts de blogs, ou o andamento de determinados projetos), uma maneira de se conhecer novas pessoas, um lugar para encontrar pessoas com quem se compartilha os mesmos interesses, além de servir como uma janela para o que está acontecendo no mundo, na medida em que é possível seguir pessoas de situações e lugares os mais diferentes.
Por que esse post de Howard Rheingold é relevante? Ao que parece, ele desencadeou uma espécie de nova onda de adoração do Twitter Internet afora. Dezenas de pessoas aproveitaram a oportunidade para expor os motivos pelos quais também curtem (ou odeiam) o Twitter, fora os que já falariam do assunto em situação normal (como o Jeff Jarvis, que comenta a brevidade do Twitter em sua coluna de hoje no The Guardian).
Russell Beattie, por exemplo, parte do post de Howard Rheingold para acrescentar o fato de que o Twitter tem quase um milhão de usuários, e, mesmo assim, nele (praticamente) não se vê spam ou trolls. Na verdade, conforme foi percebido nos comentários à postagem de Beattie, até há algumas formas de se fazer spam (como ao adicionar o mesmo grupo de pessoas várias vezes, fazendo que cada uma receba zilhares de notificações de novo seguidor – a Capricho costumava fazer isso, e era extremamente irritante), mas elas costumam ser bastante desencorajadas pelos demais usuários. Agora, alguém já viu algum troll no Twitter? E pára-quedista/salsinha?
Bom, não sei se é por conta da brevidade, da rapidez, da possibilidade de conversação, da simplicidade ou da diversidade de temas tratados (ou de uma combinação entre os cinco, e muitos outros fatores), só sei que o Twitter realmente vicia…
E vocês, por que gostam ou odeiam o Twitter? É só uma bolha, ou os microblogs ainda irão marcar época?

Assunto paralelo: logo mais, às 22h40min na TV Cultura, vai ao ar a entrevista com Steven Johnson no Roda Viva. Os questionamentos foram feitos por Ricardo Anderáos (Metro), Alexandre Matias (Link/Estadão), Tiago Dória (blogueiro do IG), Gustavo Villas Boas (Folha de S.Paulo), Juliano Spyer (Radarcultura) e Ronaldo Lemos (Creative Commons). Vale a pena conferir. A entrevista já havia sido twittada pelo professor Luli Radfahrer, no dia 13 de fevereiro, data em que foi gravada.

Twitter e consumo de notícias

Uma pergunta para aqueles que seguem veículos jornalísticos no Twitter (G1, Último Segundo, BBCBrasil, etc.) – vocês efetivamente acompanham o que dizem os veículos, ou preferem tomar conhecimento dos fatos pelas atualizações dos amigos? (Óbvio que não me refiro aqui àqueles que lêem notícias apenas pelo Twitter – seria insano, não? – mas aos que, além de recorrer a outros sites e meios, também acompanham notícias pelo Twitter).
Chris Garrett, do Blog Herald, questiona se o Twitter não estaria modificando nossos hábitos de consumo de notícias. Garrett comenta que a maior parte das notícias que ele lê atualmente é lida a partir do Twitter (em detrimento de outros meios ou de outros sites). Mas não necessariamente essas notícias vêm da mídia tradicional – ele também fica sabendo das novidades a partir das sugestões dos amigos.
O questionamento veio logo após a morte de Heath Ledger, em janeiro – ocasião em que os usuários do Twitter mostraram-se particularmente ávidos em (re-)informar a novidade, disputando o direito ao furo (ou re-furo, pois reverberavam um fato anteriormente divulgado pela mídia). Mas será que as pessoas realmente acompanham o que diz a grande mídia, ou preferem ler o que seus amigos dizem sobre o que diz a grande mídia? É mais ou menos assim: é mais provável que você tenha tomado conhecimento da morte do Heath Ledger porque algum dos seus amigos comentou sobre o fato (algo como “oh, pobre Ledger, era tão novo e foi dessa para uma melhor”) do que propriamente por ter visto a atualização do G1, por exemplo, com link para matéria sobre a morte. Não sei quanto aos outros, mas, de minha parte, já até desenvolvi uma espécie de “filtro subconsciente” para o mar de atualizações no Twitter, e na maior parte das vezes acabo ‘pulando’ o que dizem os veículos para ler logo as atualizações dos amigos.
Para quem busca notícias, o Twitter traz alternativas interessantes. Há desde empresas jornalísticas que disponibilizam bots automáticos para manchetes e links (mais ou menos desempenhando o papel de um feed) até complexos projetos colaborativos que contam com a participação de vários usuários (também tem vários experimentos praticamente desertos, mas isso é outra questão). A idéia geral é que, se você seguir vários bots de notícias no Twitter, é possível receber notícias o tempo inteiro. Mas isso, por si só, não significa que a pessoa estará bem informada. É como ao assistir televisão: se você não assistir ao telejornal, não vai ficar sabendo das notícias (e isso vale mesmo que a televisão esteja ligada durante o jornal, mas você esteja longe dela).
Assim, há um problema prático ao se usar o Twitter para tomar conhecimento das notícias: como Tamar Weinberg aponta em seu post sobre o consumo de notícias em redes sociais, publicar notícias é apenas uma das 17 maneiras de se utilizar o Twitter, o que significa que é extremamente fácil se perder no fluxo contínuo de informações (a menos que se crie uma conta APENAS para acompanhar notícias, o que ainda leva ao segundo problema prático de simplesmente se esquecer que essa conta existe e voltar a consumir informações apenas na conta principal do Twitter – aquela que tem seguidores, permite falar e ser lido e responder às mensagens dos outros).
Com isso, retorno à pergunta inicial: dentre os que acompanham notícias pelo Twitter, quantos, efetivamente, o fazem a partir de veículos tradicionais? E, só para complicar ainda mais as coisas, substituta “Twitter” por “Internet” ao longo do post, e tente responder à pergunta, tentando pensar na relação blogs, redes sociais, conteúdo colaborativo X sites tradicionais de notícias.

Assunto paralelo: Lembram da perguntinha embutida como assunto paralelo alguns posts atrás? Obtive o imenso total de QUATRO respostas, e cada respondente anônimo (ou quatro vezes a mesma pessoa) informou ter chegado ao blog de uma forma diferente… Dos quatro, dois chegaram por feed, um por link em outro blog, e outro por indicação de amigos. Veja o gráfico abaixo:

Interpretação absurda dos dados: Versão otimista: tenho apenas quatro leitores, dos quais dois são fiéis (assinam o feed). Dos dois fiéis, um tem blog e colocou link para o meu blog em algum lugar (o que explica o leitor que chegou por link em outro blog). O outro leitor do feed indicou o blog para um amigo (o que explica o quarto leitor). Versão pessimista: Tenho um único leitor, e este, sentindo pena, respondeu a pergunta quatro vezes, de formas diferentes e aleatórias. Versão pulso-cortante: Eu mesma respondi o questionário quatro vezes, enquanto testava o sistema, e esqueci de apagar os dados. Versão super otimista: o questionário estava fora do ar, daí muitas possíveis respostas se perderam. Versão extremamente otimista: o Google entrou em colapso com tantos acessos ao questionário que esqueceu de coletar as milhares de respostas obtidas. Versão realista: colocar uma pergunta teste como assunto paralelo em uma postagem sobre outro assunto não foi uma boa idéia 😛 (e vejam que insisto no erro, colocando o resultado novamente em assunto paralelo).

Notícia em 20 palavras

O site argentino 20palabras.com suspendeu suas atividades no início de fevereiro. O motivo: seus criadores pretendem dedicar-se a outros projetos.

Não é nada fácil dar uma notícia completa em apenas 20 palavras. Mas essa era a proposta do 20palabras.com, um projeto argentino idealizado por Pablo Mancini e Darío Gallo, inspirado na idéia de brevidade do Twitter. No ar desde setembro do ano passado, junto com as notícias curtas, o site também trabalhava com uma proposta de redação descentralizada, e apostava em publicações a partir de e para dispositivos móveis.

Ao suspender suas atividades, o projeto demonstra as dificuldades que ainda se enfrenta ao se tentar inovar online. As vinte palavras que José Luis Orihuela, do eCuaderno, usou para comentar a suspensão das atividades do 20palabras.com sintetizam bem essa idéia: “un proyecto original que se toma um respiro porque innovar no es fácil y triunfar no es barato. Hasta pronto”.

Também na linha de propostas inovadoras em jornalismo que não tiveram fôlego para ir adiante está o ChicagoCrime.org. O projeto de Adrian Holovaty estava no ar desde 2005, e usava dados do departamento de polícia de Chicago para mapear os crimes ocorridos em Chicago. Dava para navegar por tipo de crime, ou por localização. O mapa criado por Holovaty foi um dos primeiros mashups criados com o Google Maps, em uma época em que acrescentar dados a um mapa não era nada fácil (hoje, basta ter uma Google Account para fazer isso). O projeto foi o vencedor do Batten Awards for Innovations in Journalism no ano de 2005.
Mas a idéia do ChicagoCrime não morreu por completo – foi incorporada ao EveryBlock, um projeto mais abrangente de jornalismo hiperlocal, também idealizado por Holovaty.

Ver grandes idéias chegarem a um fim em tão pouco tempo nos faz repensar os rumos do jornalismo digital. (Mas vai dizer que não seria bacana tentar misturar tudo isso e fazer uma salada mista do tipo notícias colaborativas via Twitter em caráter hiperlocal e posicionadas sobre um Google Map??? — foi mais ou menos isso o que o Google tentou fazer na Super Terça…)

Twitter e Jornalismo

A partir de um artigo escrito para um jornal da Suíça, Nico Luchsinger fez um post no Online Journalism Blog sobre o potencial de utilização do Twitter por jornalistas. O texto é interessante porque, além de falar do uso óbvio – usar o Twitter como uma forma de ‘alerta’ de notícias (na forma como Último Segundo, G1, BBCBrasil, e outros tantos utilizam – tipo um feed em um formato mais reduzido ainda) – o autor também explora possibilidades mais específicas do Twitter, como interagir com leitores, ou reunir dados e utilizá-los em formatos diferenciados (o Twitter tem a API livre, o que permite que uma série de mashups e integrações possam ser realizadas). Um dos exemplos de sites que reúnem informações que possam ser interessantes do Twitter é o Hashtags, que acompanha e agrega todas as utilizações de palavras precedidas de “#” no Twitter (as hashtags). Um dos criadores do site é Nate Ritter, que ajudou a popularizar o uso das hashtags ao usar a tag #sandiegofire durante os incêndios na Califórnia.
Partindo dos exemplos fornecidos no post de Luchsinger (e incluindo outros que consegui lembrar), resolvi fazer um teste e mapear algumas das iniciativas de utilização do Twitter que tenham relação com o Jornalismo (como no caso dos incêndios na Califórnia). A princípio está tudo meio caótico. Mas assim que tiver dados mais específicos, vou atualizando o mapa. Sugestões (de fatos ou formatos) são extremamente bem-vindas.
Para acessar o mapa, clique aqui.

Exibir mapa ampliado

Um sistema de buscas para derrubar o Google?

Agora no começo de janeiro entrou no ar, em versão alpha, o Wikia Search, o sistema de buscas proposto por Jimmy Wales, fundador da Wikipedia. A proposta é acabar com o monopólio do Google a criação de um buscador social de código aberto, de modo que, tal qual ocorre na Wikipedia, todos possam contribuir para tornar os resultados melhores.
O Techcrunch fez um post praticamente detonando o projeto, dizendo que os resultados são terríveis e que não há nada de ‘social’ no Wikia. O próprio Jimmy Wales respondeu, nos comentários às postagens, que se trata de uma criação dentro do conceito de ‘release early, release often’, explicando que “It’s a project to *build* a search engine, not a search engine”. Em termos objetivos, isso significa que o projeto foi posto no ar, mesmo que ainda não esteja pronto, para dar mais transparência ao desenvolvimento do produto.
Por enquanto, o que se pode fazer é criar uma conta, preencher dados em um perfil (à lá rede social, com direito a adicionar amigos, e acompanhar os movimentos deles a partir de um friend feed), e sugerir textos para os “mini-articles” que aparecem no topo das buscas – que na verdade são caixinhas de texto com uma definição curta sobre o que se está procurando (mais ou menos o que se obtém com o comando “define:” do Google, sendo que a diferença é que essa pequena definição pode ser elaborada coletivamente). Ao procurar por um termo, como o Twitter, por exemplo, os resultados mostram uma definição curta, e algumas fotinhos na lateral, de pessoas que adicionaram o Twitter como palavra-chave em seu perfil. Por enquanto, isso é tudo de social que há no buscador. Os resultados são terríveis porque ainda não se investiu em ferramentas para iniciar a construção coletiva do buscador. Mas há planos de, aos poucos, implementar novas ferramentas. Ou seja: não será da noite para o dia que irá surgir um buscador para derrubar o Google…
Enquanto isso, outras tentativas de combater o poder do Google continuam pipocando por aí. O Mahalo aposta em páginas de resultados construídas manualmente. Há bem menos termos indexados do que em outros buscadores, mas a qualidade do conteúdo impressiona (como exemplo, veja o resultado para “Twitter”). Já o Powerset traz a proposta de criar um buscador semântico, que não só procure pelo resultado, como também entenda a busca (veja exemplo aqui). Para isso, conta com uma equipe de colaboradores em todo o mundo. Por enquanto, as experiências são feitas a partir da base de dados da Wikipedia (aliás, e por que o Wikia não parte do acervo da Wikipedia para fazer seus testes com os resultados das buscas?).
São propostas diferentes. Resta saber se alguma delas conseguirá, enfim, derrubar – ou, pelo menos, abalar – o monopólio do Google.

Assunto paralelo: a Verbeat está mais verde. Estreou hoje, no condomínio, o blog coletivo Faça a sua parte.

Formas de se utilizar o Twitter

Dan York, do Disruptive Conversations, fez um longo post enumerando os dez principais usos que ele faz do Twitter, meio que tentando justificar como e por que ele usa o Twitter para comunicação online. De forma resumida, os dez principais usos seriam:
1. Twitter como uma fonte de notícias/novidades – o Twitter seria útil não só para notícias em sentido estrito, mas também para se descobrir novidades e curiosidades a partir dos links sugeridos pelos amigos. Ele exemplifica citando o caso do assassinato da ex-primeira ministra do Paquistão, Benazir Bhutto. As primeiras informações sobre o atentado começaram a pipocar em pouco tempo no Twitter. [Sobre o assunto, Dennis Howlett fez um interessante apanhado geral da cobertura do assassinato pelo Twitter – a idéia é a de que os microblogs conseguem ser ainda mais rápidos que os blogs.]
2. Twitter como uma rede de conhecimento – no sentido de que é possível fazer perguntas e obter respostas de forma rápida e eficiente.
3. Twitter como um “bebedouro virtual” – assim como nos escritórios, em que corredores e hora do cafezinho são situações propícias a se jogar conversa fora, também no Twitter é possível interagir com outras pessoas, em momentos de descontração. Dan York considera esse uso do Twitter particularmente interessante para pessoas que, como ele, trabalham a partir de casa.
4. Twitter como uma forma de se manter atualizado com os amigos – o Twitter fornece uma maneira rápida e fácil de saber o que seus amigos estão fazendo.
5. Twitter como diário de viagens – o Twitter pode ser utilizado para contar sobre as viagens que se está fazendo, os lugares que se está visitando, a situação do aeroporto em que se está esperando o próximo vôo, ou o evento que se está assistindo – a vantagem de se utilizar o Twitter para essa finalidade é poder encontrar pessoas que possam estar na mesma cidade, situação ou evento.
6. Twitter para acompanhar eventos – para quando não se tem como estar presente em algum evento ou conferência. Dependendo do tamanho do evento, há grandes chances de que alguém esteja fazendo “live microblogging”. [Também é divertido fazer live-microblogging, mesmo que ninguém esteja acompanhando :P]
7. Twitter como uma ferramenta de marketing/relações públicas – é possível usar o Twitter para promover os posts de seu próprio blog (embora seja irritante postar sobre todos os posts, é interessante chamar a atenção para alguns posts que possam vir a interessar as pessoas que nos seguem no Twitter). As empresas também têm começado a se utilizar do Twitter para promover seus produtos/serviços – tipo o que faz o Guaraná Dolly, ou a província argentina de Chubut.
8. Twitter como uma ferramenta de aprendizagem – Dan York relata que, a partir das diversas atualizações do Twitter que acompanha, acaba aprendendo sobre novos assuntos e novas áreas para explorar – alargando seu campo de conhecimento.
9. Twitter como diversão – o Twitter também serve para momentos de descontração, para contar piadas, ou narrar fatos engraçados que ocorram em nosso dia-a-dia.
10. Twitter como uma lição diária de humildade e brevidade – no Twitter, é preciso ser breve e conciso. São apenas 140 caracteres – 115, caso se queira postar uma URL -, e isso faz com que sejamos forçados a reduzir o que queremos dizer apenas ao essencial. Não há espaço para informações supérfluas.
Notou a ausência de alguma utilização? O próprio Dan York reconhece que está faltando em sua lista um dos usos mais clássicos, o “Twitter como uma conversação”. Ele justifica a não inclusão do item pelo fato de que ele, particularmente, não costuma usar muito o Twitter para essa finalidade (só não sei como ele se diverte, ou obtém resposta a perguntas, sem que haja conversação). Outra ausência reconhecida por York é o uso do “Twitter para ficção”.

E você, para quais finalidades utiliza o Twitter?

Você sabe que está usando o Twitter demais quando…

… simplesmente não consegue escrever nada que tenha mais de 140 caracteres.
… estranhamente, passa a fazer posts de no máximo 140 caracteres no blog.
… pensa seriamente em substituir o blog pelo Twitter (se é que já não fez isso).
… sente falta quando seus amigos ficam sem atualizar por algumas horas.
… sua vida perde o sentido quando o Twitter sai do ar ou fecha para manutenção.
… não sabe o que fazer enquanto o Twitter fica fora do ar.
… comemora quando o Twitter volta da manutenção.
… alguém pergunta o que você fez hoje, e você manda olhar no seu Twitter.
… para todas as situações da vida, você consegue lembrar de alguém que já contou ter feito isso, no Twitter.
… fica deprimido se ninguém responde às suas perguntas existenciais.
… fica deprimido se não sabe o que dizer.
… fica deprimido se não consegue resumir o que tem a dizer em 140 caracteres.
… não agüenta mais ouvir falar em Twitter.
… já pensou em cometer um twittercídio.
… já cometeu um twittercídio (mas voltou, porque você não conseguiu viver sem o Twitter).
… comemora quando faz atualizações com exatos 140 caracteres.
… não perde sequer uma oportunidade de fazer live-microblogging – mesmo que absolutamente ninguém esteja acompanhando sua cobertura.
… apesar da infinidade de sites relacionados ao Twitter que já existem, você consegue pensar em pelo menos dez novos usos para a API do Twitter que ninguém tenha pensado antes.
… se irrita quando suas URLs não são convertidas automaticamente em TinyURLs (e passa a achar que se trata de uma conspiração).
… converte manualmente as URLs em TinyURLs, para sobrar 115 caracteres para o texto.
… teme o dia em que acabarão as combinações possíveis de TinyURLs.
… consegue enumerar cinco serviços de compactação de URLs – fora o TinyURL.
… quando se refere a alguém que não está presente, coloca uma @ antes.
… passa a colocar @ antes do sobrenome dos autores ao citar referências em trabalhos científicos.
… e as palavras-chave são introduzidas com #, logo após um resumo de exatos 140 caracteres.
… seu esporte preferido é a twittcrastinação. De preferência, praticada durante o horário de trabalho.
… seu chefe pede para fazer um relatório com urgência, e você só consegue pensar na frase que irá usar para reclamar disso no Twitter.
… fica em casa sexta à noite só para poder acompanhar as atualizações no Twitter (isso quando percebe que já é sexta à noite!).
… para acordá-lo de manhã cedo, você usa o Twitter como despertador.
… apesar da limitação de 140 caracteres, somando tudo, você já escreveu mais no Twitter do que em toda a sua vida escolar.
… não consegue entender o que as pessoas vêem no Pownce ou no Jaiku (mas tem conta nos dois, por via das dúvidas).
… seu sonho de consumo é um smartphone com pacote de dados ilimitados, só para poder atualizar o Twitter a qualquer momento.
… sua conta de telefone apresenta gastos astronômicos com o envio de mensagens SMS para número internacional.
… entra em pânico porque não consegue fazer de jeito nenhum aparecer # na hora de enviar uma mensagem do seu telefone. **
… seus followers mandam mensagens preocupadas porque você não atualiza o FoodFeed há quatro dias e eles pensam que você está morrendo de fome (e o que é pior – pode muito bem ser verdade). **
… seus e-mails magicamente passam a ter no máximo 140 caracteres. **
… contando os 25 da TinyURL. **
… na verdade, toda sua comunicação passa a ser bastante curta – e as suas lacunas são interpretadas como inteligência superior, o que lhe rende várias promoções, ou mistério, o que garante uma vida sexual bastante ativa. **
… vê que não consegue falar sobre qualquer outra coisa e resolve postar no blog os motivos que levam a pensar que você está usando demais o Twitter.
… consegue pensar em vários outros motivos que não figuram nesta lista. E decide postá-los, no Twitter.

Relação iniciada enquanto o Twitter estava fora do ar. Inspirado na lista “O blog começa a lhe fazer mal quando…”, do blog Amarula com Sucrilhos.

Os motivos com ** do lado foram sugeridos pelo Tiagón.

Trata-se, obviamente, de uma lista inacabada. Fica o convite para quem quiser continuá-la, por qualquer meio 🙂

Veja também: o meme #twittareh

Em 2000 e alguma coisa, fiz a lista “Você sabe que assiste Gilmore Girls demais quando…“.

Memes no Twitter

Com a popularização do Twitter no Brasil, surgem também os primeiros memes por lá:
O #twittareh teria sido o primeiro meme brasileiro do Twitter. Ou, pelo menos, o primeiro a usar uma palavra precedida de “#”, o que, em linguagem twitteira, significa que os demais usuários podem acompanhar (track) o que é dito sobre o assunto. Veja aqui uma lista do que já foi dito sobre o que é twittar.
Um pouco depois, surgiu o #previsões2008, pelo qual cada um deveria tentar prever, em 140 caracteres, o que acontecerá em 2008. Acompanhe aqui.
Há ainda o divertido #interneyfacts, baseado nos Chuck Norris Facts, com o objetivo de enumerar fatos extraordinários sobre o Interney. Este post do Cê Inove Já! traz uma compilação dos Interney Facts surgidos no Twitter. (Ou, se preferir, procure pelo termo aqui.)
No início de setembro, teve ainda o meme de se dizer o que se estava fazendo há seis anos durante o atentado às torres gêmeas. A diferença deste para os memes acima é o fato de que os atuais se utilizam de uma das ferramentas do Twitter, o Twitter Track – o que permite que a evolução do meme possa ser acompanhada e medida.
Para acompanhar algum desses memes, digite track #palavra no Twitter via Google Talk (também funcionaria via celular, caso essa fosse uma opção economicamente viável no Brasil). Ou procure pelos termos no Terraminds twitter search.

Micropodcasting

O TwitterGram permite postar pequenos arquivos de áudio diretamente no Twitter. Para isso, o arquivo, em mp3, não pode ultrapassar 200kb. É possível enviar um novo arquivo a cada 10 minutos. Os mp3 enviados são automaticamente convertidos em postagens no Twitter (vai o nome do programa e uma tinyurl apontando para o arquivo). Considerando que o Twitter pode ser transmitido em um feed RSS… o resultado obtido é praticamente um serviço gratuito de micropodcasting. E o mais legal de tudo: dá para atualizar pelo telefone.

Um uso interessante da ferramenta seria para noticiar desdobramentos ao vivo de fatos que estejam acontecendo — tipo um live micropodcasting de caráter jornalístico.

O micropost de áudio sai nas atualizações do usuário no Twitter, e também na conta global do TwitterGram.

A página do TwitterGram informa que o serviço é disponibilizado em caráter experimental, e que pode ficar fora do ar a qualquer momento.

Em tempo: talvez fosse melhor se a limitação não fosse em termos de tamanho (200kb), e sim na duração do áudio (como nos 30 segs da atualização por telefone). Dá muito bem para ultracompactar um áudio com duração razoável, mas com qualidade terrível.

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